- Venezuela enfrenta a tragédia após os sismos, com a busca de corpos mantendo-se e a esperança de encontrar sobreviventes a diminuir drasticamente após dez dias.
- Em La Guaira, a 30 quilómetros de Caracas, o cheiro a morte tornou-se insuportável nas ruas.
- Especialistas temem efeitos prolongados na população e pedem planos de saúde pública, incluindo apoio psicológico, para os sobreviventes.
- António Hipólito de Aguiar, presidente da delegação portuguesa da Médicos do Mundo, afirma que a esperança de resgatar pessoas nos escombros é praticamente nula.
Nos 10 dias seguintes aos sismos que atingiram a Venezuela, o país encara uma situação de emergência com milhares de venezuelanos à espera de um corpo para velar. Em La Guaira, a cerca de 30 quilómetros a norte de Caracas, o ambiente é marcado pelo odor de morte nas ruas.
A expectativa de encontrar sobreviventes sob os escombros diminui a cada dia. António Hipólito de Aguiar, presidente da delegação portuguesa da organização Médicos do Mundo, descreve a situação como crítica e aponta para uma redução significativa das possibilidades de resgate.
Especialistas epidemiológicos e de saúde pública alertam para consequências prolongadas na população. O foco passa a incluir planos de saúde pública que disponibilizem apoio psicológico aos sobreviventes, bem como medidas de atendimento médico contínuo.
Impacto na saúde pública
A rede de assistência enfrenta pressões crescentes, com necessidade de recursos para triagem e atendimento de traumas. A cooperação internacional é destacada como essencial para reforçar serviços de saúde mental e de primeiros socorros.
Autoridades e organizações humanitárias discutem estratégias para evitar lacunas entre socorro imediato e cuidados de longo prazo. A coordenação de recursos e a mobilização de profissionais são mencionadas como pontos-chave para a resposta.
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