- A UNESCO não listou a Grande Barreira de Coral como Património Mundial em perigo.
- A organização expressou “extrema preocupação” com o branqueamento em massa dos corais e com as alterações climáticas.
- O recife mantém o estatuto de Património Mundial, estendendo-se por cerca de 2 300 quilómetros ao longo da costa de Queensland.
- A UNESCO, citando um relatório preliminar, disse que a Austrália está a trabalhar para enfrentar mudanças climáticas, qualidade da água, gestão sustentável da pesca e desflorestação.
- Dados de 2024-2025 indicam diminuição da cobertura de corais duros, com o sexto branqueamento desde 2016; a agência pediu novo relatório de progresso em 2028.
A Grande Barreira de Coral, situada ao longo de 2300 quilómetros da costa nordeste da Austrália, não foi incluída na lista de Património Mundial em perigo pela UNESCO. A decisão deixa intacto o estatuto de Património Mundial do recife, uma das principais atrações turísticas do país.
Apesar da salvaguarda, a UNESCO expressou uma preocupação gravíssima com o branqueamento em massa dos corais e com os impactos das alterações climáticas na região. A agência cita riscos persistentes que exigem monitorização contínua.
O organismo internacional também indicou que a Austrália está a trabalhar para responder a questões cruciais, nomeadamente alterações climáticas, qualidade da água, gestão sustentável da pesca e desflorestação. Estas áreas foram destacadas como pontos de ação.
Condição ambiental e pressão humana continuam a afetar o recife. Entre 2024 e 2025, houve uma redução significativa na cobertura de corais duros, acompanhada por temperaturas anormais da água que contribuíram para o sexto evento de branqueamento desde 2016.
Além disso, condições meteorológicas extremas, escoamento superficial, desenvolvimento costeiro e a predação pela estrela-do-mar Coroa de Espinhos agravam o impacto sobre o ecossistema. A UNESCO alerta para a resiliência do recife, que se mantém, mas com capacidade de recuperação cada vez mais comprometida.
A Austrália fica obrigada a apresentar um relatório de progresso até 2028, para acompanhar as medidas tomadas e os avanços na proteção do recife. O relatório deverá detalhar melhorias em gestão ambiental, políticas de pesca e mitigação de efeitos climáticos.
Mudanças significativas na gestão de património
A decisão de não classificar o recife como em perigo surge após anos de monitorização desde 2021, quando os avisos de risco começaram a ser mais contundentes. O relatório preliminar da UNESCO aponta para avanços, mas reforça a necessidade de ações rápidas e eficazes.
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