- O balanço dos sismos na Venezuela inclui pelo menos 81 mortes de portugueses e lusodescendentes, com 14 crianças entre as vítimas, e 66 pessoas ainda encontradas como desaparecidas.
- Nos abalos, dezenas de milhares de edifícios ficaram danificados ou destruídos no norte do país, causando mais de 2.500 mortos e mais de 11.000 feridos; La Guaira é a região mais afectada.
- Ó segurança Hernán Alberto Gil Flores, de 43 anos, foi resgatado com vida oito dias depois de ficar preso sob escombros numa cave do centro comercial Galerías Playa Grande, em La Guaira.
- O resgate envolveu equipas de vários países, incluindo Chile, Portugal, México, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos e Venezuela, sob coordenação de uma equipa de busca em ambiente urbano.
- A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, elogiou o salvamento nas redes sociais, destacando o apoio internacional e a importância das equipas de socorro.
A Venezuela registou a escalada de vítimas dos terramotos que, ao todo, devastaram o norte do país. Pelo menos 81 portugueses e lusodescendentes morreram, entre os quais 14 crianças. Há 66 pessoas dadas como desaparecidas. O conjunto de abalos causou danos extensos em dezenas de milhares de edifícios.
A tragédia atingiu sobretudo o estado de La Guaira, considerado a região mais afetada. As informações indicam mais de 2.500 mortos no país, com milhares de feridos e uma grande área urbana afetada.
Resgate de Hernán Alberto Gil Flores
No início da manhã de quinta-feira, uma equipa de resgate conseguiu retirar com vida um segurança de 43 anos, preso há oito dias numa cave do centro comercial Galerías Playa Grande, em La Guaira. O homem foi transportado em ambulância, sob vigilância médica.
As operações envolveram equipas de busca de várias nacionalidades, incluindo Chile, Portugal, Estados Unidos, Costa Rica, México e Venezuela. Mantiveram contacto com o sobrevivente através de uma câmara telescópica, fornecendo água e nutrientes.
A libertação de Gil Flores, que estava numa cabine de vigilância, foi recebida com emoção pelos socorristas. O processo exigiu mais de 100 horas de escavação, sob condições de betão instável, chuva e réplicas. Equipes de diferentes países celebraram o milagre humano.
A defesa civil venezuelana e autoridades locais veem o resgate como um símbolo de esperança num quadro de destruição generalizada. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, agradeceu aos socorristas e aos parceiros internacionais.
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