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Portugal envia ajuda humanitária e duas ambulâncias para a Venezuela

Portugal envia ajuda à Venezuela: dois aviões com seis toneladas de medicamentos, 15 de material de higiene e duas ambulâncias, para apoio de médio prazo

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
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  • Portugal enviará, no início da próxima semana, dois aviões da Força Aérea com seis toneladas de medicamentos, quinze toneladas de material de higiene, conforto e saneamento, e duas ambulâncias completamente equipadas.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou a operação e disse que é a transição para uma segunda fase da ajuda; a base de operações da missão portuguesa está em Catia la Mar, La Guaira.
  • As organizações não governamentais Oikos e Cáritas vão desenvolver projetos para 1.500 famílias, com orçamento de 400 mil euros.
  • Serão ainda canalizados 250 mil euros para organizações locais prestarem assistência psicológica de médio prazo.
  • Os sismos de 24 de junho na Venezuela causaram pelo menos 2.595 mortos e 12.400 feridos; entre as vítimas estão pelo menos 81 portugueses e lusodescendentes, com 66 desaparecidos ou incontactáveis.

Portugal vai enviar à Venezuela dois aviões da Força Aérea com ajuda humanitária, e duas ambulâncias já equipadas. A operação está prevista para o início da próxima semana, anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma visita presidencial.

Os aviões vão transportar cerca de seis toneladas de medicamentos e 15 toneladas de material de higiene, conforto e saneamento. As ambulâncias destinar-se-ão a apoio no médio prazo, isto é, para além da fase de emergência.

As ONG Oikos e Cáritas vão coordenar projetos de apoio a 1.500 famílias, com um orçamento de 400 mil euros. Além disso, serão canalizados 250 mil euros para organizações locais prestarem assistência psicológica de médio prazo.

Paulo Rangel destacou a necessidade de abordar também a dimensão psicológica, após o sismo que afetou principalmente a comunidade portuguesa na Venezuela. O objetivo é manter cuidados imediatos, prevenção de doenças, alimentação, alojamento e apoio médico, face à escassez de medicamentos.

Os sismos de 24 de junho na Venezuela provocaram pelo menos 2.595 mortos e 12.400 feridos, segundo balanço oficial. Entre as vítimas estão pelo menos 81 portugueses e lusodescendentes, com 66 ainda desaparecidos ou incontactáveis.

Várias nações, incluindo Portugal, enviaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações de resposta. A base de operações da missão portuguesa está instalada em Catia la Mar, na região de La Guaira, fortemente marcada pela presença de portugueses.

Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com intervalo de menos de um minuto. Seguiram-se centenas de réplicas, conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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