- Um homem de 38 anos foi detido por auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, no Porto.
- A investigação da Polícia Judiciária revelou que ele elaborou centenas de contratos de arrendamento falsos para processos de legalização de estrangeiros na AIMA.
- Foram detetadas entradas em massa de pedidos de atestados de residência por estrangeiros em várias juntas de freguesia da área metropolitana do Porto, com documentos baseados em contratos falsos.
- Os contratos de arrendamento eram assinados pelo arguido e pela empresa que ele tinha em seu nome.
- O detido será apresentado ao primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação; o inquérito é liderado pelo DIAP do Porto e a detenção ocorreu no último sábado.
Um homem de 38 anos foi detido por auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento. A investigação, em curso desde fevereiro, aponta para a elaboração de centenas de falsos contratos de arrendamento para processos de legalização de estrangeiros na AIMA, na área metropolitana do Porto.
A Polícia Judiciária detetou pedidos em massa de atestados de residência apresentados por estrangeiros nas juntas de freguesia da região. Os documentos baseavam-se em contratos de arrendamento falsos, entregues à AIMA para certificar residências indicadas.
O suspeito, estrangeiro residente em Portugal, assinava os contratos com a empresa por si titulada. As autoridades avançaram com a investigação devido à gravidade do crime e à violação reiterada das leis de imigração.
Investigação e detenção
A PJ destacou que as apreensões e a prova já reunida fundamentaram a investigação desde fevereiro de 2025. O mandado de detenção foi cumprido no último sábado, na cidade do Porto, segundo comunicado oficiais.
O inquérito, dirigido pelo DIAP do Porto, prevê o primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação consideradas adequadas. As autoridades não indicaram o número de vítimas nem o montante envolvido.
Desdobramentos esperados
Fontes oficiais apontam para continuidade do inquérito, com avaliação de potenciais outras pessoas ligadas ao esquema e à documentação utilizada nos processos de legalização. A PJ mantém o estreito seguimento ao caso.
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