- Entre 2021 e 2025 ardeu 2,9% da área dentro das Zonas Especiais de Conservação (ZEC), face a 6,1% no restante território.
- A WWF Portugal sustenta que estas áreas protegidas registaram menor área ardida, desmentindo a ideia de que ardem mais.
- A diretora de Conservação e Políticas, Catarina Grilo, afirmou que a conservação da natureza não é incompatível com a prevenção de incêndios; é indispensável uma abordagem integrada.
- O estudo indica que cerca de um quarto da área ardida ocorreu no interior das ZEC e que o fogo afetou sobretudo matos e formações arbustivas, que requerem gestão específica.
- Recomenda investir numa gestão estratégica de áreas de matos e mosaicos agroflorestais, integrando conhecimento científico nas políticas públicas e aprofundar as causas intencionais de incêndio nas ZEC.
A WWF Portugal revelou que as Zonas Especiais de Conservação (ZEC) da Rede Natura 2000 arderam aproximadamente metade da área queimada no restante do território entre 2021 e 2025. O estudo resulta de cruzar dados de incêndios com uso do solo e habitats em Portugal continental.
A Diretora de Conservação e Políticas da WWF Portugal, Catarina Grilo, afirmou em comunicado que a conservação da natureza não é incompatível com a prevenção de incêndios, apontando para uma leitura holística das políticas públicas.
A análise, intitulada Natureza e Incêndios, indica que 6,1% da área fora das ZEC ardeu nesse período, contra 2,9% dentro das áreas protegidas, sugerindo uma relação entre gestão de territórios e fogo.
Resultados-chave
A WWF Portugal observa que cerca de um quarto da área ardida ocorreu dentro de zonas protegidas, com foco maior em matos e formações arbustivas, que têm papel ecológico relevante.
O estudo destaca a necessidade de gerir áreas de matos e mosaicos agroflorestais, bem como considerar a distribuição de habitats na definição de medidas de prevenção.
Causas intencionais de incêndio aparecem com maior expressão nas ZEC do que fora delas, condição que exige aprofundamento e análise de fatores sociais.
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