- Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, negou que o Centro Histórico corra risco de perder a classificação de Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, dizendo não ter sido contactado sobre esse tema.
- O Bloco de Esquerda alertou para a possível degradação do património no centro histórico após a notícia de demolição ilegal na Confeitaria Serrana, na Rua do Loureiro.
- Duarte afirmou que a relação com a UNESCO está contratualizada há 30 anos e que pretende olhar para o centro histórico de forma diferente, sem ações por iniciativa da UNESCO.
- O autarca negou qualquer sinal de alerta ou contacto da UNESCO, assegurando “contacto permanente” com a agência e troca de informações frequentes.
- Disse ainda trabalhar para inverter a saída de moradores do centro histórico e promover um turismo equilibrado com a identidade local.
Pedro Duarte negou que o Centro Histórico do Porto esteja a perder a classificação de Património Mundial. O presidente da Câmara afirmou não ter sido contactado pela UNESCO sobre qualquer ameaça. A garantia foi dada na Alfândega do Porto, durante as celebrações de São João.
A concelhia do Bloco de Esquerda (BE) tinha alertado para o risco de perda da classificação, devido à alegada degradação do património na área classificada. O grupo aponta sinais de deterioração no perímetro histórico.
A polémica surgiu após uma notícia do Público sobre a demolição ilegal do interior da antiga Confeitaria Serrana, na Rua do Loureiro, envolvendo o Grupo Lionesa, proprietário da Livraria Lello.
Duarte disse que a câmara acompanha o tema com a UNESCO, com uma relação contratualizada há 30 anos. A gestão do centro histórico é apresentada como prioridade de impulso sem alterar acordos existentes.
O autarca reiterou a intenção de inverter a tendência de saída de moradores do centro e promover turismo equilibrado com identidade local. O foco é fortalecer o tecido urbano sem rupturas.
Questionado sobre alertas da UNESCO, o presidente respondeu que não houve qualquer sinal de contacto ou notificações. A equipa municipal mantém contacto permanente com a agência.
A gestão municipal mantém a confiança de que não há risco iminente para a classificação, apontando uma troca de informações contínua com a UNESCO. Não foram apresentadas novas informações oficiais sobre o tema.
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