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Porto e Gaia recusam tabuleiro para carros na ponte do TGV

Porto e Gaia rejeitam o tabuleiro para carros na ponte do TGV e propõem usar a verba em projetos de mobilidade prioritários nos dois municípios

Projeto prevê ponte com dois tabuleiros: o de cima para o TGV; o de baixo para carros
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  • Os presidentes das câmaras do Porto e de Gaia rejeitam o tabuleiro para carros na ponte do TGV e defendem usar a verba noutras iniciativas de mobilidade nos dois concelhos.
  • O RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução) aponta para uma ponte rodoferroviária com dois tabuleiros, sendo o de cima para o TGV e o de baixo para carros, solução contestada pelos autarcas.
  • Gaia tem até ao dia 25 de junho para responder ao RECAPE; a consulta pública está aberta até segunda-feira, com 50 participações registadas desde 8 de junho.
  • Foi anunciada uma nova ponte pedonal junto à Luís I, com investimento de 25 milhões de euros a ser dividido entre as autarquias, prevista para ficar pronta em 2029, com concurso já neste ano.
  • Os autarcas vão reclamar a verba ao Governo, defendendo que aquele dinheiro deve ser repartido entre Porto e Gaia ou utilizado num projeto conjunto, conforme compromisso alegadamente assumido pelas Infraestruturas de Portugal e pelo consórcio construtor.

O presidente da Câmara do Porto e o presidente da Câmara de Gaia rejeitam a inclusão de um tabuleiro para carros na ponte do TGV que liga as duas cidades. Os autarcas defendem que o investimento destinado a esse tabuleiro deve ser canalizado para outros projetos de mobilidade nos dois municípios, segundo o jornal Eco.

O tema surge no âmbito do RECAPE, o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução da linha de alta velocidade Porto-Oiã. O documento, elaborado pelo consórcio AVAN Norte, prevê a travessia com dois tabuleiros, após a rejeição de construir duas pontes separadas. A posição municipal questiona a viabilidade dessa solução.

As autarquias participam na consulta pública do RECAPE, que está aberta até segunda-feira. Até agora, já foram recebidas 50 participações. Gaia e Porto planeiam responder amanhã, com o foco em relembrar que o dinheiro é de responsabilidade das suas autarquias e poderia financiar outros investimentos.

Posições e próximos passos

Os dois líderes reiteram que não apoiam o tabuleiro rodoviário na ponte do TGV. O autarca de Gaia afirma que o custo de levar o tabuleiro para a cota alta seria de cerca de 50 milhões de euros, gasto que consideram desprioritário face a outras prioridades locais. O autarca do Porto também mantém a oposição à solução.

Ambas as câmaras apresentaram, nesse mesmo dia, um projeto de ponte pedonal junto à Luís I. O investimento é de 25 milhões de euros, a ser dividido entre as duas cidades, com objetivo de 2029. O concurso deverá ocorrer ainda este ano, com a colaboração da Ordem dos Engenheiros, que integrará o júri.

Implicações orçamentais

Os autarcas defendem que o dinheiro do tabuleiro para carros deveria ser repartido entre projetos conjuntos. O Governo, que tutela as Infraestruturas de Portugal, é visto como decisive para avançar com qualquer decisão. O debate enquadra-se numa disputa de prioridades de mobilidade entre Porto e Gaia.

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