- A esposa do primeiro-ministro, Begoña Gómez, entregou o seu passaporte ao juiz Juan Carlos Peinado, em Madrid, para cumprir a notificação judicial marcada para as 18h00.
- A entrega foi realizada após chegar às instalações às 17h45, cumprindo a formalidade prevista pelas autoridades.
- A medida faz parte das coações da investigação por alegados crimes de tráfico de influências, corrupção nos negócios e apropriação indevida; a defesa recorreu para a Audiência Provincial de Madrid.
- Depois de entregar o passaporte, Gómez fica impedida de abandonar o espaço Schengen e deverá apresentar-se de 15 em 15 dias perante um juiz.
- O processo, aberto em 2024, envolve atividades na Universidade Complutense de Madrid e relações com empresas privadas; o caso tem gerado controvérsia política, com o presidente espanhol a criticar as medidas de coação.
Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, entregou hoje o passaporte ao juiz Juan Carlos Peinado, no tribunal de Madrid. A ação ocorreu no meio da manhã, para cumprir uma notificação judicial marcada para as 18h00. A mulher do chefe do Governo chegou de carro às instalações e seguiu pela garagem para concluir o procedimento.
A entrega do passaporte faz parte das medidas de coação associadas a uma investigação por alegados crimes de tráfico de influências, corrupção nos negócios e apropriação indevida. A defesa recorreu da decisão e aguarda a audiência da Audiência Provincial de Madrid, alegando que não se verificam os requisitos para a aplicação dessas medidas enquanto decorre a instrução do caso.
Após cumprir a formalidade, Gómez fica impedida de abandonar o espaço Schengen e deverá apresentar-se perante um juiz a cada 15 dias. Pela primeira vez na história da democracia espanhola, a esposa do chefe do Governo fica afastada, de facto, da agenda internacional de Moncloa, enquanto o processo avança.
Contexto processual
O processo, que teve início em 2024, já passou por uma audiência preliminar na qual o Ministério Público e as defesas pediram várias medidas diferentes. Os arguidos foram pedidos para julgamento por um júri, enquanto também se discutiram eventuais medidas de coação contra o risco de fuga.
Investigação e alegações
A investigação foca-se nas atividades da defesa de Gómez na Universidad Complutense de Madrid e em ligações com várias empresas privadas. O juiz indicou indícios de quatro crimes como base da instrução, cabendo ao tribunal decidir eventual responsabilidade penal.
Reação institucional
O caso tem gerado controvérsia política no país. Enquanto o Ministério Público e a defesa de Gómez contestaram a instrução, as acusações defendem que existem elementos suficientes para levar o processo a julgamento. O Presidente do Governo criticou as medidas de coação, defendendo que excedem o razoável.
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