- O Cirque d’Hiver, inaugurado em 1852, iniciou obras de renovação para recuperar o seu esplendor original.
- Vinte frescos ornamentais do Segunda Império, situados acima das bancadas, serão restaurados ao longo de doze a dezoito meses.
- Além dos frescos, serão renovadas as bancadas, a tela policromada do teto e os vitrais que revestiam as janelas.
- O processo começa com desmontagem cuidadosa, proteção das obras com uma película para descer os frescos em bloco e, depois, o restauro em ateliers.
- O projeto, de vários milhões de euros, conta com apoio da Direção Regional dos Assuntos Culturais e da região de Île-de-France, e é promovido pela família Bouglione.
O Cirque d’Hiver, em Paris, iniciou um programa de renovação para recuperar o seu esplendor original, quase 200 anos após a inauguração em 1852. O projeto arranca esta semana com a restauração de cerca de vinte frescos ornamentais do Segundo Império, situados acima das bancadas.
Os frescos remontam a uma época em que os desportos equestres eram o principal espetáculo da casa. A equipa de Stéphane Millet, arquiteto e engenheiro responsável, descreve um processo faseado de avaliação de segurança e de estado das obras antes de avançar com a desmontagem.
A operação envolve a proteção das telas com uma película que permite a sua retirada em bloco ao longo das bancadas. O objetivo é permitir o restauro detalhado em ateliers especializados, mantendo a integridade das peças e a sequência histórica representada nos frescos.
Millet explica que a desmontagem é o passo mais desafiante devido à rigidez adquirida pela tela ao longo do tempo, bem como às deformações causadas por infiltrações de água que ocorreram ao longo dos anos.
Após o restauro dos frescos, seguirá a renovação das bancadas e a reinstalação de vitrais sobre as janelas. A tela policromada do teto também será restaurada, visando devolver o brilho original, processo que pode levar entre seis a sete anos e decorrer principalmente no verão, para não perturbar a programação.
O restauro completo está estimado em doze a dezoito meses, com previsão de manter a disponibilidade da casa para espetáculos durante o período. As obras são promovidas pela família Bouglione, proprietária do Cirque d’Hiver há quase um século, e contam com apoio da Direção Regional dos Assuntos Culturais e da região de Île-de-France.
Restauro de frescos
A intervenção concentra-se nos frescos do Segundo Império, que descrevem a relação entre o ser humano e o cavalo, oferecendo uma visão histórica que acompanha a trajetória do Cirque d’Hiver.
Financiamento e apoio institucional
O projeto envolve investimento de várias milhões de euros e recebe suporte institucional, reforçando o compromisso com a preservação do património cultural parisiense.
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