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Destino de gelo é a nova paixão da China

China avança normas para turismo na Antártida: licenças, regras ambientais e multas até 500 mil yuan, com suspensão de licenças por dez anos em casos graves

Extremo sul do planeta desperta interesse dos turistas chineses
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  • A China está a preparar um regulamento especial para turismo na Antártida, com licenças e requisitos ambientais, a ser analisado pelo Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional.
  • Os operadores turísticos deverão fornecer equipamento e transporte que respeitem padrões de segurança, além de adotarem medidas de prevenção e resposta a emergências.
  • Os turistas devem cumprir as normas do Tratado da Antártida e não interferir nas estações científicas chinesas que visitarem.
  • As multas vão de 100 mil a 500 mil yuan para atividades sem licença; em casos graves, a coima pode chegar a 1 milhão de yuan, com proibição de novas licenças durante uma década.
  • A China já possui cinco estações de investigação na Antártida e começou as expedições no continente em 1984.

O regulamento especial para deslocações à Antártida foi apresentado pela China na sequência do crescente interesse de turistas chineses pela região. O objetivo é estruturar licenias e requisitos ambientais para as visitas.

A proposta será analisada pelo Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, o Parlamento chinês. O texto prevê obrigações para operadoras turísticas, incluindo o fornecimento de equipamento e meios de transporte conforme padrões de segurança.

Além disso, as operadores devem adotar medidas de prevenção e resposta a emergências, enquanto os turistas terão de cumprir as normas do Tratado da Antártida e não interferir nas atividades das estações científicas chinesas.

Os turistas também ficam sujeitos a penalizações, com multas entre 100 mil e 500 mil yuan para quem organize atividades sem licença. Em casos graves, a coima pode chegar a 1 milhão de yuan.

Nessas situações extremas, pode ainda ser imposta a proibição de solicitar novas licenças durante 10 anos, como sanção adicional. A medida visa garantir a proteção ambiental e a continuidade das missões científicas chinesas.

A China mantém cinco estações de investigação na Antártida e iniciou as expedições ao continente em 1984, referem os órgãos oficiais. O regulamento em análise surge no contexto de maior interesse turístico na região.

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