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Uzbequistão: o que sabemos sobre o país que enfrenta Portugal

Uzbequistão abre-se ao turismo, destacando Samarcanda, Bukhara e Khiva como Património da Humanidade, com Mirziyoyev a impulsionar a abertura económica

Samarcanda é, provavelmente, a mais mítica das cidades da Rota da Seda
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  • O Uzbequistão, na Ásia Central, tem 37 milhões de habitantes e é um destino de turismo em crescimento, com a antiga Rota da Seda a atravessar o país, onde se destacam cidades históricas como Samarcanda, Bucara e Khiva.
  • Samarcanda alberga o Registão e três madrassas do século XV e XVII, Património Mundial da UNESCO, marcadas por azulejos, mosaicos e majólica.
  • Em Bucara, a visita obrigatória inclui o Minarete Kalon da mesquita Po-i-Kalyan (século XII) e a cidadela Ark, presente desde o século VII.
  • Khiva oferece as muralhas de Ichan Kala, com dois mil e meio metros de extensão e dez metros de altura, abrigando museus, mesquitas e madrassas; é o primeiro lugar do Uzbequistão a ser reconhecido pela UNESCO.
  • A história do país envolve conquistas árabe, persa e mongol, foi parte da Rússia no século XIX, tornou‑se independente em 1991 e, sob o governo de Shavkat Mirziyoyev, tem aumentado a abertura ao turismo, complementando a economia baseada em algodão, gás e ouro.

Uzbequistão: destino em ascensão na Ásia Central. O país, antigo bastião soviético, recebe cada vez mais visitantes na rota da seda, destacando património histórico, cidades e riqueza cultural.

Situado a sul do Cazaquistão e entre Turquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Afeganistão, o Uzbequistão alberga cerca de 37 milhões de habitantes. Samarcanda é a mais famosa cidade da região, ligada à via terrestre antiga entre a China e o Mediterrâneo.

A praça Registão, ladeada por três madrassas do século XV/XVII, é Património Mundial da UNESCO. Azulejos, mosaicos e majólica dão ornamentação às fachadas, símbolos da riqueza artística da Rota da Seda.

Bucara guarda o Minarete Kalon, da mesquita Po-i-Kalyan, de século XII, com 47 metros de altura. A construção marcou o desenvolvimento da azulejaria azul, que ganhou destaque na região e resistiu à invasão mongol de Genghis Khan.

Khiva impres­siona pelas muralhas de Ichan Kala, de século XVIII, extendendo-se por 2,5 quilómetros. O complexo alberga museus, mesquitas e madrassas, e foi o primeiro centro uzbeque reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade.

A capital Tashkent, atingida por um grande terramoto em 1966, é hoje polo de instituições, mercados e transporte público. A cidade é descrita como palco onde o Uzbequistão concentra grande parte da atividade do país.

A história do território mostra ocupação contínua ao longo dos séculos: árabe, persa, mongol, e, no século XIX, domínio russo. Samarcanda foi capital do império Timúrida, fundado por Tamerlão, no século XIV.

A independência chegou em 1991, após a dissolução da União Soviética. O presidente atual, Shavkat Mirziyoyev, governa no seu terceiro mandato. A economia, antes centrada no algodão, gás e ouro, tem vindo a diversificar.

O turismo tem crescido, com visitantes a explorar patrimónios da Rota da Seda, cidades históricas e a cultura local. O país aposta numa oferta cada vez mais aberta ao exterior, mantendo foco na preservação histórica.

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