- O Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral temporária de 60 dias, válida até 21 de agosto, permitindo a produção, entrega e venda de petróleo iraniano para fins de concluir negociações em curso.
- A licença autoriza a importação de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e derivados para os EUA, quando necessário para completar transações.
- O acordo de alívio de sanções prevê o trânsito livre pelo estreito de Ormuz e a entrada de inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) no Irão.
- O pagamento de fundos ao Irão pode ser feito em dólares norte‑americanos, segundo a licença, com Cuba, Coreia do Norte e Crimeia excluídas.
- As medidas fazem parte de negociações entre Washington e Teerão para um acordo de paz definitivo, em paralelo com compromissos sobre inspecções nucleares e estabilidade regional.
Durante dois meses, os EUA vão permitir a compra de petróleo iraniano, incluindo crude, petroquímicos e derivados, sob uma licença do Tesouro válida até 21 de Agosto. A medida surge no âmbito de negociações com Teerão sobre um acordo de paz e compromissos de inspeção.
O anúncio foi feito pelo Tesouro dos EUA. A licença autoriza produção, entrega, venda e transporte de petróleo iraniano, com pagamento possível em dólares. Cuba, Coreia do Norte e a Crimeia constam entre as exclusões.
Os responsáveis destacam que o Irão garantirá trânsito livre no estreito de Ormuz e permitirá inspeções da AIEA. Os EUA dizem que a medida acompanha avanços nas negociações em Genève, Suíça, como parte de um acordo mais amplo.
Medidas em vigor
Ao abrigo do memorando assinado recentemente, Washington concede isenções para exportação de petróleo bruto, derivados e serviços vinculados, incluindo transacções bancárias, seguros e transporte. A licença tem duração de 60 dias.
Contexto das negociações
As negociações visam um acordo de paz definitivo entre Washington e Teerão, com compromissos sobre inspecções nucleares e sobre a passagem pelo estreito. O objetivo é manter o cessar-fogo atual por mais 60 dias, conforme mediadores.
As sanções norte-americanas contra o Irão, em vigor desde 1979, foram reforçadas ao longo das décadas. Diversos compradores globais destacaram-se antes das restrições de 2018, incluindo importadores na China, Índia, Coreia do Sul, Japão e Europa.
Observações finais
Analistas apontam que o mercado repercutiu de forma volátil, com quedas após o acordo provisório e elevações quando surgiam dúvidas sobre o desfecho das negociações. As informações oficiais indicam que o objetivo é facilitar o comércio sob condições de verificação.
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