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Década após o Brexit: europeus mais favoráveis à UE, aponta estudo

Pew Research indica que o apoio à UE subiu de 49% para 62% entre oito países desde o Brexit, refletindo um clima político mais favorável ao bloco

Foto de Léo Arnoux
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  • Sondagens do Pew Research Center mostram que a opinião favorável à União Europeia subiu de 49% para 62% entre oito países desde 2016, com UK a passar de 45% no referendo para 67% atualmente.
  • Em países-chave, a aprovação à UE aumentou: Alemanha passou de 50% para 68%, França de 38% para 52% e Países Baixos de 51% para 63%.
  • A curva de apoio à UE cresceu mesmo com o aumento de partidos eurocéticos em vários países, que passaram a ajustar o seu discurso para defender reformas dentro da UE.
  • A evolução positiva do apoio à UE intensificou-se após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, atingindo máximos históricos em muitos locais.
  • Jovens e esquerda apresentam maior apoio à UE, por exemplo em Itália 80% dos menores de 35 anos são favoráveis, contra 56% entre maiores de 50; clivagens ideológicas persistem em alguns países.

Posição dos europeus em relação à União Europeia evolui desde o Brexit, segundo o Pew Research Center. Em 2026, a mediana de opiniões favoráveis à UE nos oito países acompanhados subiu de 49% em 2016 para 62%.

Mesmo com o crescimento de partidos eurocéticos, o cômputo geral aponta para maior aceitação da UE. Em países-chave, o apoio aumentou: Alemanha de 50% para 68%, França de 38% para 52%, Holanda de 51% para 63%.

No Reino Unido, que saiu da UE em 2020, o apoio à integração subiu de 45% em 2016 para 67% hoje, evidenciando mudanças de opinião mesmo após a saída.

Evolução ao longo do tempo

A passagem imediata após o referendo mostrou recuperação do apoio à UE, com a média subindo de 49% em 2016 para 60% em 2017. Essa evolução contrariou previsões de desintegração europeia.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 elevou ainda mais o apoio, alcançando máximos históricos em vários países. A tendência, porém, não eliminou a presença de eurocéticos.

Partidos eurocéticos mantêm voz forte, e em alguns lugares ampliaram votação. Na Alemanha, a AfD passou de 12,6% (2017) para 20,8% (2025). França e Holanda também registraram resultados expressivos de seus movimentos.

Analistas da London School of Economics destacam que muitos eurocéticos ajustaram o discurso. Em França, a Reunião Nacional passou a defender mais controle fronteiriço e soberania jurídica.

Na Holanda, Geert Wilders deslocou o foco para imigração e asilo, menos a defesa de um Nexit explícito. A exceção continua a AfD, que mantém a agenda de saída.

Apoio mais forte entre jovens e esquerda

O apoio à UE é mais elevado entre jovens, com variações por país. Em Itália, 80% dos menores de 35 exprimem apoio, versus 56% entre quem tem mais de 50.

Padrões semelhantes aparecem noutros estados. Jovens tendem a manifestar maior simpatia pela UE do que os mais velhos, segundo o Pew.

A linha ideológica também influencia as atitudes. Na Polónia, 86% dos que se posicionam à esquerda apoiam a UE, contra 42% entre os da direita.

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