- Elon Musk é considerado o homem mais rico do mundo, com mais de 500 mil milhões de dólares em fortuna, sustentada principalmente por participações na SpaceX e na Tesla.
- A SpaceX valeu mais de 2 biliões de dólares, e a empresa estreou na bolsa recentemente com a maior oferta pública inicial de sempre, perto de 1,75 biliões de dólares; a Starlink gerou 4,4 mil milhões de dólares em resultado operacional no último ano.
- A Tesla, liderada por Musk desde 2008, mantém-se entre as empresas mais valiosas, expandindo-se para condução autónoma, robótica com o projeto Optimus e integração de energia solar e armazenamento.
- A Neuralink, cofundada por Musk em 2016, desenvolve interfaces cérebro-computador com ensaios clínicos em várias doenças; já há participação de 21 pessoas em ensaios em todo o mundo.
- A The Boring Company, criada em 2016, opera túneis de transporte, como o Vegas Loop, com planos de expansão e críticas regulatórias quanto à segurança e ao impacto ambiental.
Elon Musk, figura estratégica no universo empresarial, tem décadas a lançar e transformar negócios que desestabilizam setores tradicionais. Entre carros elétricos, implantes cerebrais, túneis subterrâneos e redes sociais, o que começou como projetos individuais evoluiu para um vasto grupo empresarial.
A fortuna de Musk tem raízes em várias primeiras empresas que venderam bem. A Zip2 rendeu-lhe milhões aos 28 anos, seguida pela X.com e o PayPal, adquirido pelo eBay em 2002. A partir daí, entrou no capital de SpaceX e Tesla, que moldam o seu império atual. Forbes situou-o, em outubro de 2025, entre os 500 mil milhões de dólares.
O percurso inicial de Musk inclui a África do Sul, onde nasceu em 1971, e o primeiro negócio aos 12 anos: vender o código de Blastar. Em seguida fundou a Zip2 em 1995 com o irmão Kimbal, vendida em 1999 por mais de 300 milhões de dólares. O dinheiro impulsionou a criação da X.com e, mais tarde, do PayPal.
SpaceX: a aposta espacial que se tornou gigante
Em 2002, Musk criou a SpaceX com cerca de 100 milhões de dólares do próprio bolso, enfrentando ceticismo de investidores. Hoje a empresa é um dos negócios mais valiosos do mundo, com a estreia na bolsa a valer cerca de 1,75 biliões de dólares e capitalização superior a 2 biliões.
Além dos foguetes, a SpaceX lidera a Starlink, provedora de internet por satélite, cuja atividade operacional atingiu 4,4 mil milhões de dólares no último ano. A empresa também alimenta planos de IA através da xAI e da ligação à plataforma X.
Nem todos os resultados são lucrativos: a xAI registou prejuízos operacionais significativos, enquanto a SpaceX apresentou perdas. Mesmo assim, defensores destacam o papel tecnológico e as aplicações para dados, comunicações e exploração espacial.
Tesla: mobilidade, autónoma e robótica
Desde 2008 à frente da Tesla, Musk orientou a empresa de nicho para uma das mais valiosas do mundo. Em 2024, a Tesla perdeu a posição de maior fabricante de veículos elétricos para a BYD, com interrupções de mercado ligadas a boicotes políticos.
O foco de longo prazo está na condução autónoma e na robótica, com planos de robotáxis sem condutor. A aquisição da SolarCity em 2016 ampliou o negócio para energia solar e armazenamento em baterias, áreas hoje integradas na estratégia da empresa, cuja capitalização se aproxima dos 1,5 biliões de dólares.
Neuralink e as interfaces cérebro-computador
A Neuralink, cofundada em 2016, desenvolve interfaces que ligam o sistema nervoso a computadores. A empresa já conduziu ensaios clínicos com pacientes com lesões neurológicas e anunciou várias implantações bem-sucedidas, com 21 participantes em ensaios globais.
O objetivo é oferecer, a médio prazo, recuperação de comunicação e mobilidade para pessoas com deficiências graves, embora o desenvolvimento permaneça numa fase inicial e com debates sobre aplicações.
The Boring Company: túneis e mobilidade subterrânea
Fundada em 2016, a The Boring Company trabalha em transportes subterrâneos e construção de túneis. O Vegas Loop, que usa carros da Tesla, liga pontos do Centro de Convenções de Las Vegas desde 2021.
A empresa assegura que a escavação de túneis reduz congestionamentos e custos de projetos. Tem planos de expansão para cidades como Dubai e Nashville, mas enfrenta críticas regulatórias e de segurança. Parte da rede proposta para Las Vegas permanece em construção.
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