- Pescadores profissionais de Creta pedem imediatamente subsídios para a captura e abatimento de peixes-balão tóxicos, invasores que chegaram ao Mediterrâneo via Canal do Suez e prejudicam redes e rendimentos.
- O peixe-balão, espécie invasora, domina partes da região e causa danos a redes, cordas e equipamento de pesca, afetando a atividade no mar.
- O problema é particularmente sentido na Grécia e em Chipre, com relatos de danos como cordas cortadas e redes inutilizadas após poucos dias de uso.
- A bióloga marinha Nota Peristeraki, do Centro Helénico de Investigação Marinha, aponta perdas médias de cerca de 8 500 euros por ano por embarcação de pesca costeira.
- Investigadores estudam formas de neutralizar a tetrodotoxina para permitir uso económico da espécie, com aplicações de baixo risco, como fertilizantes, enquanto reforçam a proteção dos ecossistemas marinhos.
A pesca profissional de Creta está sob pressão devido à invasão do peixe-balão, uma espécie introduzida no Mediterrâneo pelo Canal de Suez. O problema afeta a biodiversidade marinha e os rendimentos dos pescadores, que pedem ações rápidas dos governantes. Cientistas buscam formas de neutralizar a toxina presente no peixe.
Pescadores dizem que o ataque aos equipamentos é frequente, com redes e cordas danificadas. A espécie consome rapidamente o que encontra pela frente, tornando-se resistente a predadores naturais. Os relatos apontam quedas acentuadas na captura de peixe comercial.
Os trabalhadores do mar apelam a um regime de subsídios para capturar e remover o peixe-balão, visando reduzir a pressão econômica sobre o setor. As perdas, estimadas, aproximam-se de milhares por embarcação anualmente, agravando dificuldades locais.
Substância tóxica e impactos
Estudos do Centro Helénico de Investigação Marinha indicam efeitos significativos da Lagocephalus sceleratus para a pesca costeira. A taxa de prejuízos por embarcação é estimada em cerca de 8 500 euros por ano, conforme avaliação recente.
A toxina tetrodotoxina está presente nos órgãos do peixe-balão e pode causar falência cardíaca e paralisia respiratória se ingerida. Autoridades aconselham cuidado extremo no manuseamento e consumo da espécie.
Pesquisas e perspetivas
Cientistas trabalham na remoção da tetrodotoxina, com perspetivas de tornar a biomassa utilizável em aplicações de baixo risco, como fertilizantes. Técnicos destacam que a intervenção é necessária para proteger ecossistemas e os meios de sustento locais.
Pescadores e investigadores concordam na urgência de medidas para mitigar impactos ambientais e económicos. As autoridades aguardam decisões políticas que apoiem a gestão da invasão e as opções de aproveitamento seguro.
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