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Startup bávara cria chocolate sustentável a partir de sementes de girassol

ChoViva, substituto do chocolate à base de sementes de girassol, reduz emissões em até oitenta por cento e aposta em fornecimento regional para enfrentar a escassez de cacau

Alemanha: startup bávara faz 'chocolate' sustentável a partir de sementes de girassol
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  • A startup bávara Planet A Foods criou a ChoViva, um substituto de chocolate feito a partir de sementes de girassol fermentadas e torradas, sem cacau, fundada em 2021 em Munique.
  • A produção baseia‑se em cadeias de abastecimento regionais, o que reduz o transporte e a pegada ambiental em comparação com o chocolate tradicional, respondendo à crise de cacau.
  • Provas de degustação sugerem sabor semelhante ao chocolate de leite; o sabor resulta principalmente do processamento (fermentação, torra e conchagem), não apenas do grão.
  • A ChoViva tem pegada de carbono 73,6% inferior à do cacau, com 2,8 kg de CO₂e por kg de “leite” ChoViva, versus 10,6 kg de CO₂e por kg no chocolate tradicional.
  • A Planet A Foods já trabalha com fabricantes europeus, incluindo a Abtey Chocolaterie na Alsácia, e produz cerca de 10.000 toneladas por ano, expandindo mercados e empregos na região.

A Alemanha testemunha uma inovação na indústria do chocolate: uma startup bávara criou uma alternativa sustentável feita com sementes de girassol fermentadas e torradas, sem cacau. O projeto, batizado ChoViva, nasce em Munique pela Planet A Foods e aborda a limitação de cacau e o impacto ambiental da produção tradicional.

A equipa lidera Sara Marquart e o irmão Maximilian. A ChoViva é fabricada a partir de sementes de girassol, açúcar e óleo vegetal, com processamento que inclui moagem, concha e têmpera para obter textura e brilho similares ao chocolate convencional. O objetivo é reduzir a dependência do cacau.

A produção funciona com cadeias de abastecimento regionais, o que reduz o transporte e a pegada ambiental em comparação com o chocolate tradicional. A Planet A Foods afirma que a pegada de carbono da ChoViva é significativamente menor.

Em Munique, a empresa vem recebendo reconhecimento internacional, com prémios empresariais e parcerias com fabricantes de chocolate na Europa. A startup desenvolve a matéria-prima e fornece a produção a fábricas por todo o continente.

A oferta já chegou a França, na Alsácia, com a Abtey Chocolaterie a abrir linhas dedicadas à ChoViva. A empresa familiar adaptou o processo técnico para incorporar o novo ingrediente, fortalecendo o volume de negócio e a presença externa.

A Abtey Chocolaterie relata que a crise do cacau de 2024 a 2025 acelerou o investimento na alternativa. O objetivo é manter a produção contínua, sem depender exclusivamente do cacau, mantendo o legado familiar e expandindo mercados.

Dados da Planet A Foods indicam que a ChoViva reduz emissões de CO2 entre 70% e 80% face ao cacau. A empresa estima que, se a população alemã optar pela ChoViva, as emissões por pessoa poderiam cair significativamente anualmente.

A empresa alemã produz cerca de 10 000 toneladas de ChoViva por ano e já atrai o interesse de grandes fabricantes de chocolate na Europa. O objetivo é consolidar o produto como parte do ecossistema do chocolate do futuro, reforçando a produção regional.

No ritmo atual, há perspetiva de crescimento continuado e ampliação de parcerias na indústria de confeitaria europeia. A Planet A Foods pretende manter a produção local e ampliar as receitas, sempre com foco ambiental.

A equipa está confiante de que a ChoViva pode manter a qualidade na distribuição, incluindo produtos como bolachas e tabletes fabricados por terceiros. A visão é tornar a produção europeia uma componente estável do setor.

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