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Forças Armadas podem agir sem aguardar pedidos em incêndios

Forças Armadas passam a agir autonomamente no combate a incêndios, com Centro de Operações Permanente em Monte Real e drones e aeronaves em alerta

Ministérios da Defesa e da Administração Interna coordenados sobre prevenção e combate aos incêndios
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  • Foi ativado na Base Aérea n.º cinco, em Monte Real, um Centro de Operações Permanente em alerta para altas temperaturas, com uso de aeronaves para detecção precoce de riscos de incêndio.
  • As Forças Armadas manterão autonomia para apoiar combate a incêndios, não dependendo de pedidos de intervenções.
  • Os meios previstos incluem P-3C CUP+ (patrulha de longo alcance), C-295M (reconhecimento e monitorização), drones e um helicóptero Black Hawk, com o personnel necessário para operacionalizá-los.
  • A iniciativa reforça a articulação entre a Administração Interna e a Defesa Nacional para responder rapidamente e minimizar consequências.
  • Além dos incêndios, o ocorre apoio às populações civis envolve emergências médicas, busca e salvamento e transporte de órgãos para transplantes.

O Centro de Operações Permanente na Base Aérea n.º5, em Monte Real, ficará em alerta permanente durante o período de altas temperaturas. Vai usar aeronaves para detetar antecipadamente situações de risco de incêndio, avançou o ministro da Defesa.

Nuno Melo explicou que as Forças Armadas terão autonomia para apoiar a luta aos incêndios, sem necessidade de aguardar pedidos de intervenção. A decisão resulta de uma articulação com o Ministério da Administração Interna.

O novo centro foi apresentado em Monte Real, no âmbito da Peregrinação Nacional ao Santuário de Fátima. A infraestrutura utiliza helicópteros Black Hawk, além de outros sistemas para acionamento rápido dos meios de combate.

Segundo o ministro, a base operará com uma plataforma permanente que, sempre que possível, detectará situações de risco e acionará meios de combate de forma célere. A medida reforça a resposta inicial frente a fogos.

A operacionalização envolve uma P-3C CUP+ e uma C-295M, bem como drones e um Black Hawk. Acresce o recurso humano para garantir a operacionalidade destes equipamentos.

Nuno Melo destacou que a atuação autónoma das Forças Armadas não substitui o trabalho conjunto com a Administração Interna, mas o complementa com uma resposta inicial mais rápida. A cooperação entre as entidades é apresentada como “virtuosa”.

O ministro sublinhou ainda a necessidade de preparação ante previsões climáticas sensíveis para os próximos meses. Refere que os mecanismos de prevenção e combate foram reforçados para minorar as consequências.

Entre os ministros presentes, o bispo das Forças Armadas, Sérgio Dinis, apelou à paz com base em justiça, verdade e amor, destacando o papel das Forças Armadas na proteção de vidas e património.

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