- Sónia Baptista explora temas de poder, questionamento edominação, na sua criação.
- Leituras importantes para a autora foram Anita a Cavalo e As Viagens de Gulliver, que alimentaram a sua admiração pelos equídeos.
- Em A Cavalo, apresentada no São Luiz, os animais servem para questionar os humanos.
- Baptista não queria polémicas nem provocar cancelamentos; a peça surgiu originalmente como uma reflexão sobre cavalos.
Sónia Baptista apresenta uma leitura centrada nos temas do poder, do questionamento e da dominação. O espetáculo A Cavalo nasceu sob a forma de uma peça sobre cavalos, com o objetivo de investigar, através do animal, relações humanas.
A ideia de A Cavalo surgiu no São Luiz, num conjunto de apresentações que acompanham a poética da autora. A obra parte de uma premissa simples para abordar questões de hierarquia e controlo entre quem monta e quem é montado.
Anita a Cavalo e As Viagens de Gulliver influenciam o caminho criativo da autora, que usa a figura equina para explorar a comunicação entre homens e animais. A montagem recorre ao simbolismo do animal para refletir sobre poder social.
A autora enfatiza que não pretendia criar polémica nem provocar cancelamentos. O objetivo foi oferecer uma leitura teatral que permita aos espectadores reflectir sobre estruturas de dominação sem apontar dedos.
O funcionamento da encenação envolve uma aproximação crítica aos papéis de domínio, sem afirmações definitivas. A peça propõe uma análise aberta, convidando o público a interpretar as dinâmicas apresentadas.
Segundo a equipa criativa, o foco permanece na relação humano-cavalo como veículo para questionar comportamentos humanos. A leitura pretende manter neutralidade e oferecer uma experiência teatral ponderada.
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