- A Polícia Judiciária realizou quatro mandados de busca e apreensão a elementos do Colectivo pela Libertação da Palestina, no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada.
- As buscas foram levadas a cabo pela Unidade Nacional de Contraterrorismo para recolha de meios de prova relacionados com o grupo.
- O Colectivo confirmou as operações, descrevendo-as como repressão associada a ações em solidariedade com a Palestina.
- A investigação continua, estando secreta de justiça, sem detalhes adicionais divulgados pela PJ.
- O grupo afirma que existe uma escalada de repressão na Europa contra iniciativas de solidariedade com a resistência palestiniana desde outubro de 2023.
O que aconteceu
A Polícia Judiciária (PJ) executou quatro mandados de busca e apreensão durante uma operação que visou elementos do Colectivo pela Libertação da Palestina. O objetivo foi recolher meios de prova no âmbito de um inquérito do DIAP de Almada, envolvendo suspeitas de associação criminosa, instigação pública a crime, apologia pública de crime, dano qualificado e ofensa a pessoa coletiva.
Quem, quando e onde
As diligências ocorreram na manhã de 18 de junho, com apoio da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT). As buscas abrangeram casa de várias pessoas associadas ao coletivo, e decorreram ao longo de várias horas, sem detalhes adicionais sobre os locais específicos.
Como e porquê
A PJ informou que as operações visaram materiais relevantes para a investigação, mantida sob segredo de justiça. A força policial não adiantou novas informações sobre o andamento do processo, que continua em curso.
Reação do Colectivo
O Colectivo pela Libertação da Palestina confirmou as buscas, afirmando tratar-se de repressão por ações de solidariedade com a Palestina. A nota descreve a atuação como parte de um padrão europeu de repressão a militantes anti-sionistas, especialmente desde outubro de 2023, e reforça o apoio à resistência palestiniana.
Contexto e desdobramentos
A organização refere que a atuação policial não é surpreendente e acrescenta que a repressão persiste a nível internacional. O texto ressalta a continuidade da solidariedade com pessoas perseguidas por defender a liberdade palestiniana. A PJ mantém o segredo de justiça e não detalha novos elementos do inquérito.
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