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Na ilha de Andros, mosteiro bizantino acolhe arte grega contemporânea

Andros transforma o Mosteiro de Panachrantos em Téchni Fylaktírion, galeria dedicada à criação espiritual e contemporânea, fortalecendo o diálogo entre igreja e arte

Mosteiro de Panachrantos – São Pantaleão
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  • Na ilha de Andros, o Mosteiro de Panachrantos – São Pantaleão é o mais antigo do Egeu, situado a 600 metros de altitude.
  • Fundado em 961 d.C. por Nicéforo Focas, o mosteiro preserva a imagem milagrosa de Nossa Senhora e o crânio de São Pantaleão; o hegúmeno Evdókimos tem 93 anos e vive lá há 70.
  • A igreja passou por restauração e tornou-se referencial para peregrinos, que buscavam consolo e cura.
  • Nos últimos anos, o espaço transformou-se numa arca da arte grega contemporânea, com a torre restaurada convertida na galeria Téchni Fylaktírion, dedicada à criação espiritual e contemporânea.
  • A exposição é dirigida artisticamente por Christos Kechagióglou e reúne cerca de 60 obras de artistas gregos, num diálogo entre igreja, espiritualidade e criação contemporânea, com visitas que incluem diálogo com os monges.

Na ilha de Andros, o Mosteiro de Panachrantos – São Pantaleão, antigo marco do Egeu, transformou-se numa galeria de arte contemporânea sob o título Téchni Fylaktírion, dedicada à criação espiritual e atual.

A torre renovada do mosteiro funciona agora como espaço expositivo, integrando cerca de 60 obras de artistas gregos, numa ponte entre fé, tradição e expressão plástica. A iniciativa envolve a direção artística do pintor Christos Kechagióglou.

O mosteiro, fundado em 961 d.C. por Nicéforo Focas, fica a 600 metros de altitude, no norte do Monte Gerakonas. Entre os objetos sagrados estão a imagem da Virgem atribuída a Lucas e o crânio de São Pantaleão.

O hegúmeno Evdókimos, com 93 anos, manteve a comunidade unida durante décadas. Ele descreve o renascimento como uma restauração profunda, com apoio de armadores e colaboradores.

Segundo o padre Filareto, a transformação visa um diálogo entre Igreja, espiritualidade e criadores contemporâneos. O objetivo é aproximar visitantes às obras e às conversas com os monges.

Entre os artistas presentes destacam-se Io Angelí, Giannis Moralis, Christos Bokoros e Alekos Fassianos, entre outros. A curadoria recorre a várias correntes para mostrar a arte em diálogo com a fé.

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