- Os inibidores de sinal de telecomunicações já estão a ser instalados na prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre, após atraso devido à guerra no Médio Oriente.
- A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) afirma que o processo está a decorrer, sem data de conclusão anunciada.
- Os atrasos devem-se a desalfandegar os equipamentos, mau tempo e à importação (de Israel) dos dispositivos, usados no projeto-piloto.
- O sistema faz parte de um piloto para bloquear sinais de telemóveis e drones dentro da prisão, criado após a fuga de cinco reclusos em setembro de 2024.
- Inicialmente, os testes deveriam começar até ao final de fevereiro, com a instalação já prevista para terminar em 2025; o equipamento pode ser ativado ou desativado conforme necessidade.
A instalação de inibidores de sinal de telecomunicações na prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre, já está a decorrer, após um atraso no envio de equipamentos devido à guerra no Médio Oriente. A DGRSP confirmou que o processo de instalação está em curso, sem divulgar data de conclusão.
O atraso acumula vários fatores, incluindo dificuldades na desalfandegação dos dispositivos, moretias climáticas e, mais recentemente, questões relacionadas com o conflito no Médio Oriente, já que um equipamento vem de Israel. Em setembro de 2024 ocorreram cinco fugas de reclusos na prisão.
O calendário inicial apontava para a ativação ainda em 2025. O diretor-geral das prisões, Orlando Carvalho, indicou, no início de janeiro, que os testes deveriam começar dentro de 60 dias, até ao fim de fevereiro, durante uma visita ao Porto.
Em janeiro, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, explicou na Assembleia da República que o contrato foi celebrado em regime de confidencialidade e que houve dificuldades na importação dos equipamentos, que não são produzidos em Portugal.
Em fevereiro, após o impacto da depressão Kristin, a DGRSP informou, num comunicado, que o processo dos inibidores estava na fase final de montagem, com alguns atrasos atribuídos à intempérie. O projeto é piloto, lançado após as fugas de setembro de 2024.
Segundo a DGRSP, os inibidores funcionam de forma controlada e podem ser ativados ou desativados a partir da prisão ou do centro nacional, conforme as necessidades do estabelecimento. O objetivo é bloquear sinais de telemóveis e de drones dentro da prisão.
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