- A Conferência de Bona sobre Alterações Climáticas (SB64) terminou hoje, abrindo caminho para a COP31 na Turquia em novembro.
- A Turquia propôs uma meta global de eletrificação: elevar a procura final de energia satisfeita por eletricidade para 35 por cento em 2035.
- Foi dado avanço na Transição Justa, com o Mecanismo Belém Antalya a ganhar forma para apoiar planos climáticos nacionais, reconversão de trabalhadores e acesso a financiamento climático.
- As negociações sobre o aumento do financiamento internacional para adaptação climática permaneceram bloqueadas, gerando tensões entre países ricos e outros com compromissos menores.
- O secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas pediu que os governos envolvam os ministros nas próximas semanas para definir pontos difíceis e reafirmar compromissos já assumidos.
A Conferência de Bona sobre Alterações Climáticas (SB64) encerrou hoje, 18 de junho, abrindo caminho para a COP31, agendada para a Turquia em novembro. Os encontros ajudam governos signatários da UNFCCC a definir metas, acordos e avaliar progressos.
Entre os temas dominantes, destacou-se a discussão sobre eletrificação como apoio à saída gradual dos combustíveis fósseis. A proposta turca para uma meta global de eletrificação pode subir a procura final de energia por eletricidade para 35% até 2035.
A coalizão Climate Action Network (CAN) Europe reagiu com cautela, defendendo que a eletrificação dependa de energias renováveis e de ganhos de eficiência, sem novas infraestruturas que mantenham fósseis.
O secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas, Simon Stiell, indicou que as negociações mostram divisões significativas, mas também dedicação aos temas centrais e à busca de soluções.
No âmbito da Transição Justa, avançou o Mecanismo Belém Antalya (BAM), destinado a assegurar que a transição não penalize trabalhadores nem comunidades menos preparadas, e a orientar o financiamento climático para o terreno.
A iniciativa é apontada como central para cumprir a ambição de ação climática em escala, com a UE sendo chamada a contribuir para um mecanismo robusto que garanta que o financiamento chegue aos locais certos.
Por outro lado, as negociações sobre o aumento do financiamento internacional para adaptação climática continuam estagnadas em Bona, aumentando o risco de desentendimentos que podem transbordar para a COP31.
A CAN Europe aponta que a ausência de alguns Estados Unidos nas mesas de negociação pode ter levado a reduções em compromissos financeiros por parte de países ricos, o que aumenta a pressão sobre as negociações.
Stiell reiterou que as Partes devem reafirmar os compromissos globais já assumidos, sem depender apenas de vantagens táticas, e pediu um envolvimento mais célere dos ministros nas próximas semanas.
Contexto financeiro e próximos passos
O orçamento para adaptação, prometido na COP30, permanece uma fonte de tensão entre governos. Parlamentares e representantes de organizações climáticas pedem clareza sobre prazos, fontes de financiamento e mecanismos de verificação.
A agenda fala também em perdas e danos, finanças climáticas e metas de redução de emissões, com a COP31 a representar o momento decisivo para consolidar acordos que enfrentem riscos econômicos, energéticos e geopolíticos.
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