- Onze membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL) são acusados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público, após o grupo ter sido desmantelado em junho do ano passado pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (UNCT/PJ).
- O despacho com as acusações deverá ser entregue às defesas nesta quinta-feira, data limite imposta por lei, devido às prisões preventivas decretadas a quatro arguidos.
- Entre os crimes imputados estão terrorismo, associação criminosa e posse de arma ilegal; a investigação também encontrou uma lista com mais de dez páginas de personalidades ligadas à esquerda que o MAL pretendia vigiar.
- Em interrogatórios recentes, surgiram indícios de que o grupo poderia ter planeado um ataque a um titular de cargo político importante, planeamento que não se concretizou por alegada falta de membros.
- O MAL contava com um antigo chefe da PSP, Bruno Gonçalves, em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa, hoje também entre os 11 acusados, sendo que uma mulher, considerada membro fundador e líder do grupo, também está entre os arguidos.
Onze arguidos ligados ao Movimento Armilar Lusitano (MAL) foram acusados pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP) do Ministério Público. A acusação resulta de uma investigação da Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (UNCT/PJ) que terminou em junho do ano passado.
O despacho, que deverá ser entregue às defesas na quinta-feira, é assinado pela procuradora Carla Porto, conhecida por apresentar várias acusações em casos de terrorismo. Estão em causa crimes de terrorismo, associação criminosa e posse de arma ilegal. Quatro arguidos encontram-se em prisão preventiva.
Entre os elementos descritos no processo, consta uma lista de pelo menos 10 páginas com personalidades, na sua maioria ligadas à esquerda política, que o MAL alegadamente pretendia vigiar. Os arguidos referem que esses alvos seriam anti-patrióticos e contrários ao nacionalismo.
Interrogatórios complementares realizados este mês levantaram indícios de que o grupo poderia ter planeado um ataque a um titular de cargo político relevante, plano que não se chegou a concretizar devido à alegada insuficiência de membros para executá-lo.
Recorda-se que o MAL tinha entre as suas fileiras um chefe da PSP, em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa, Bruno Gonçalves, que permanece entre os quatro arguidos sob prisão preventiva.
Uma mulher, considerada membro fundadora do MAL e que chegou a liderar o grupo, também está entre os 11 acusados. A investigação continua para esclarecer todos os contornos do caso.
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