- A prestação da casa subiu desde 2021, altura em que a Euribor estava negativa, e já aumentou várias centenas de euros.
- Com previsões de novas subidas, é preciso avaliar opções para aliviar o custo mensal.
- Opções incluem renegociar a modeling com a instituição financeira para alongar o prazo ou ajustar condições como o spread.
- Pode considerar mudar para uma taxa fixa de maior duração para ter maior previsibilidade das prestações.
- Também é possível explorar refinanciamento com outra instituição ou fazer amortizações extra para reduzir o saldo em dívida.
O que fazer quando a prestação da casa sobe é o tema de um pedido enviado ao Consultório de Finanças Pessoais. A leitura parte de um caso real: quem comprou casa em 2021, numa altura em que a Euribor estava negativa, relembra que a prestação já aumentou várias centenas de euros desde então. Com previsões de novas subidas, o objetivo é identificar caminhos para aliviar o peso mensal.
A autora, Catarina Machado, educadora financeira, analisa opções práticas que ajudam famílias a adaptar-se às mudanças de juros. O foco é fornecer informações claras e acionáveis, sem sensacionalismo, para que quem está nesta situação possa comparar alternativas de forma objetiva.
Maria Oliveira é a leitora que colocou a questão no consultório, descrevendo o impacto direto no orçamento familiar. O texto pretende apresentar medidas que já são adotadas por consumidores em condições semelhantes, com ênfase na realidade do mercado e nas soluções disponíveis junto de instituições financeiras.
Opções para aliviar a prestação
A primeira possibilidade é reavaliar o contrato junto do banco, para verificar se há margem de renegociação da taxa de juro ou do prazo de amortização. Em muitos casos, é possível ajustar a periodicidade de pagamento ou escolher um indexador diferente, conforme o produto contratado.
Outra via é a consolidação de créditos ou a migração para um programa de refinanciamento, se disponível, que permita reduzir a prestação mensal sem comprometer a viabilidade do empréstimo. A avaliação deve incluir custos adicionais e impacto total do longo prazo.
Para quem está com dificuldade de cumprir a obrigação mensal, pode ainda ser útil revisar o orçamento familiar, cortando despesas não essenciais e atrasando ajustes de consumo até a estabilidade dos juros. A consulta com um técnico financeiro pode orientar a melhor distribuição de recursos.
Quando procurar orientação especializada
Especialistas lembram que mudanças na Euribor impactam diferentes perfis de empréstimo. Aconselha-se reunir documentos do crédito, mostrar a evolução mensal da prestação e as previsões económicas atualizadas. Assim, é possível uma análise mais precisa com o banco ou com apoio externo.
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