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Alemanha impede compra da Commerzbank pela UniCredit, ações sobem

Governo alemão rejeita oferta hostil da UniCredit à Commerzbank; ações sobem e Procuradoria de Frankfurt investiga possível manipulação de mercado

Um homem dirige-se à entrada da sede do Commerzbank, em Frankfurt, Alemanha, terça-feira, 24 de setembro de 2024. (Foto AP/Michael Probst)
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  • O governo alemão, dono de 12% da Commerzbank, rejeitou a oferta pública de troca hostil da UniCredit, considerando-a inadequada e prioritizando a independência do banco.
  • A Finanziagentur (autoridade que gere a participação do Estado) afirmou que a oferta não oferece prémio suficiente face à cotação atual e sublinhou aspetos estratégicos, incluindo o papel da Commerzbank no financiamento da economia alemã.
  • A UniCredit já ultrapassou o limiar de 30% do capital da Commerzbank e terá ameaçado substituir o conselho se obtiver apoio suficiente, o que foi contestado pelo banco e pelo regulador.
  • A Procuradoria de Frankfurt abriu investigações preliminares por suspeita de manipulação de mercado no âmbito da OPT, após denúncia crime.
  • A bolsa reagiu, com as ações da UniCredit a subir cerca de 3,71% no FTSE Mib; já existem 11,91% de adesões, num processo que prevê período adicional de 20 de junho a 3 de julho e dados definitivos a 8 de julho.

A Alemanha rejeitou a oferta pública de troca hostil apresentada pela UniCredit sobre a Commerzbank. O governo, com 12% de participação na instituição de Frankfurt, barrou a operação por considerar a abordagem agressiva e pela defesa da independência do banco.

A Finanziagentur, que gere o investimento estatal, informou que a aceitação da proposta seria economicamente inviável, já que não previa um prémio adequado face à cotação atual das ações da Commerzbank. A decisão foca também aspectos estratégicos.

O governo sublinha que a Commerzbank é crucial para o financiamento da economia alemã, especialmente para o Mittelstand, e para a função da praça financeira de Frankfurt, além de ser um importante empregador.

Segundo o Handelsblatt, a UniCredit teria ameaçado substituir conselho de administração e de supervisão se não obtivesse apoio suficiente, informação que a instituição negou, afirmando querer reduzir a rede internacional para concentrar atividades na Alemanha.

A UniCredit já indicou ter ultrapassado o limiar de 30% do capital da Commerzbank, avançando com a OPT, que já detinha perto de 27% do capital. A instituição comunicou as adesões e os próximos passos do processo de oferta.

Bolsa reage

As ações da UniCredit subiram 3,71% no FTSE Mib, para 77,34 euros, após o anúncio alemão. A instituição deve divulgar atualizações diárias até 19 de junho, com dados definitivos previstos para 8 de julho.

Entre 20 de junho e 3 de julho decorre o período adicional, em que acionistas podem aderir ou alterar decisões. Dados apresentados até agora indicam adesões em torno de 12% do capital, com exposição total incluindo derivados em mais de 55% do capital.

A Procuradoria de Frankfurt confirmou investigações preliminares por suspeita de manipulação de mercado no âmbito da OPT da UniCredit sobre a Commerzbank, dando seguimento a uma queixa-crime.

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