- Catarina Silva, do Instituto Superior Técnico, venceu o Open Data Academy Challenge Award da E-REDES, entregue a 7 de abril, recebendo 6 mil euros pelo estudo sobre determinantes do autoconsumo e da mobilidade eléctrica em Portugal.
- O prémio, na Fundação Portuguesa das Comunicações, destina-se a teses de alunos do ensino superior que utilizam dados abertos para apoiar políticas públicas na transição energética.
- Em segundo lugar ficou Henrique Fava Rica, da Universidade de Évora, com 4 mil euros, por um modelo de simulação para gestão técnica e económica de comunidades energéticas.
- Em terceiro ficou Rafael Fernandes Gonçalves, da Universidade de Aveiro, com 2 mil euros, ao aplicar perfis de consumo por código postal para reduzir custos operacionais, valorizando a IA no processo.
- O Open Data Academy Challenge tem um roadshow e webinars, com dados abertos em expansão, incluindo informações de consumo hora a hora de carregamento de veículos eléctricos por freguesia.
Pelo segundo ano, o Open Data Academy Challenge premiou teses de mestrado sobre mobilidade eléctrica, autoconsumo e comunidades de energia. Catarina Silva ganhou o prémio principal da E-REDES, com a cerimónia a 7 de Abril, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa.
A vencedora, estudante do ISCTE, recebeu 6 mil euros. O trabalho analisa, com dados do portal Open Data da E-REDES, os fatores que explicam por que alguns municípios prosseguem com a transição energética mais rapidamente, identificando motores e entraves.
Entre os finalistas, Henrique Fava Rica (Universidade de Évora) ficou em segundo lugar com 4 mil euros, ao apresentar um modelo de gestão de comunidades energéticas. Rafael Fernandes Gonçalves (Universidade de Aveiro) ficou em terceiro, com 2 mil euros, usando dados por código postal para reduzir custos operacionais.
O júri foi composto por docentes e representantes da RNAE e da E-REDES, avaliando dez candidaturas. O conjunto de trabalhos mostrou novas abordagens, como uso de modelos de linguagem e machine learning, para enfrentar problemas reais da transição energética.
Segundo a E-REDES, o Open Data é uma ferramenta de serviço público em constante evolução. O portal disponibiliza dados de seis milhões de contadores e de cerca de 70 mil postos de transformação, com atualizações a cada 15 minutos.
O programa inclui roadshows e webinars em escolas, em parceria com municípios e com a RNAE, para resolver problemas reais. O objetivo é expandir o financiamento e a participação para mais regiões do país.
Durante a cerimónia, destacou-se o crescimento do portal, com aumento expressivo de downloads e acessos face a 2024, além da ampliação de datasets disponíveis, incluindo informações de consumo hora a hora de carregamento de veículos eléctricos por freguesia.
O Open Data Academy Challenge integra ainda iniciativas com universidades e autarquias locais, para promover soluções de smart city e transição energética, estimulando a criação de conhecimento e a exploração dos dados gerados pelo setor.
A E-REDES aponta que a iniciativa beneficia tanto estudantes como autarquias e fornecedores, sublinhando a importância de uma plataforma única para acesso a dados relevantes e reutilizáveis. 2026 promete novos dados e desafios.
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