- A violência contra pessoas idosas ocorre maioritariamente em contexto familiar, sendo o agressor o filho ou a filha da vítima (32,3%), seguido do cônjuge (21,5%).
- Quase 30% dos agressores têm entre 25 e 64 anos (29,8%).
- Nos últimos cinco anos, a APAV acompanhou 8.540 pessoas idosas em contextos de crime e violência.
- Mais de metade das vítimas apoiadas (53,6%) encontrava-se em situação de vitimação continuada; 23,4% viveram violência durante até seis anos antes de pedir ajuda.
- Quase metade das vítimas (46,6%) não apresentou queixa nem viu a situação denunciada às autoridades.
Num país em que a violência em contexto de intimidade é um crime comum, a agressão contra pessoas idosas mantém a tendência de persistir. Dados da APAV indicam que a violência na velhice ocorre principalmente no seio familiar, com os filhos a representar a maioria dos agressores.
Entre as causas, os filhos respondem por 32,3% dos casos, seguidos pelo cônjuge com 21,5%. A faixa etária dos agressores varia entre 25 e 64 anos, constituindo 29,8% do total. Em contexto de terceira idade, descendentes são responsáveis por quase um terço dos casos.
Ao longo dos últimos cinco anos, a APAV acompanhou 8540 pessoas idosas em situações de crime e violência, equivalente a um pedido de ajuda a cada cinco horas. A situação de vitimação é contínua em 53,6% das vítimas, e 23,4% viveram violência durante até seis anos antes de pedir auxílio.
A intervenção mostra ainda que quase metade das vítimas (46,6%) não apresentou queixa nem teve a situação denunciada às autoridades, segundo os dados da APAV. Este conjunto de números sublinha a dificuldade em identificar e reportar violência contra idosos.
Contexto e dados da APAV
A secretária técnica da APAV sublinha a relevância de reconhecer a violência familiar na velhice, e de facilitar o acesso a apoio especializado para vítimas que não denunciam de imediato. O relatório enfatiza a necessidade de respostas rápidas e eficazes.
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