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MP abre inquérito à destruição de antas e villa romana em Évora

Ministério Público abriu inquérito para apurar a destruição de duas antas e de uma villa romana em Évora, na Herdade das Atafonas, ligada à plantação de nogueiras

A plantação da Nogam na Herdade das Atafonas, situada na freguesia de Torre de Coelheiros, concelho de Évora
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  • O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a destruição de duas antas e uma villa romana em Évora, durante a instalação de um nogueiral pela empresa Nogam na Herdade das Atafonas.
  • A ocorrência terá acontecido em 2016 ou no início de 2017, segundo a arqueóloga Leonor Rocha, que também é diretora de uma escola superior na região.
  • A CCDR do Alentejo está a reunir indícios para apresentar uma denúncia ao MP, visando evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.
  • A Câmara de Évora realizou um inquérito interno para perceber se a certidão de enquadramento noPlano Director Municipal (PDM) mencionava os monumentos, algo que não consta no documento antigo.
  • A Nogam afirma desconhecer a existência de monumentos na área à altura da plantação e está disponível para colaborar para mitigar eventuais danos patrimoniais.

O Ministério Público abriu um inquérito para apurar a destruição de duas antas e de uma villa romana no concelho de Évora, supostamente ocorrida durante a instalação de um nogueiral na Herdade das Atafonas. A empresa Nogam esteve envolvida na plantação, em 2016 ou 2017, segundo a arqueóloga responsável.

A investigação incide sobre as circunstâncias passadas, incluindo que parte do património foi destruída e que a villa romana ficou afetada, com as antas sem evidências visíveis à superfície, conforme indicações de peritos. A PGR confirmou a abertura do inquérito à Lusa.

Estado do inquérito e diligências

O caso chegou aos media após cobertura da SIC, com a CCDR do Alentejo a recolher indícios para apresentar denúncia. O organismo pretende instruir o MP para evitar repetição de casos no território, mantendo o foco na salvaguarda do património.

Leonor Rocha, arqueóloga e directora da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, afirmou que a destruição ocorreu em 2016 ou início de 2017. Disse ainda que a villa romana está bem identificada, ao passo que as antas não apresentam evidências à superfície.

Reacções e procedimentos locais

O vice-presidente da CCDR Alentejo, Henrique Sim-Sim, comentou que a instituição trabalha com a empresa para salvaguardar o que ainda for possível e avançar com as instruções ao MP. O presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, informou ter aberto um inquérito interno para confirmar se houve omissões no PDM relativamente aos monumentos.

Pedro Pinho, director agrícola do Grupo Sogepoc (do qual Nogam faz parte), disse desconhecer a existência de património na altura da plantação e confirmou a emissão de um parecer da Câmara que indicava ausência de constrangimentos. O responsável afirmou disponibilidade da Nogam para colaborar na minimização de danos.

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