- Assinatura eletrónica do Memorando de Entendimento entre os EUA e o Irão abriu um prazo de sessenta dias para negociarem questões mais complexas, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano.
- O texto foi assinado pelos chefes de Estado, segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei.
- A assinatura ocorreu dois dias antes do previsto, após confirmação de que o presidente norte-americano Donald Trump assinou o documento; a cerimónia em Genebra ficou suspensa.
- Ainda não está confirmado qualquer encontro entre representantes iranianos e norte-americanos nesta semana.
- As negociações visam um acordo final de paz, a ser formalizado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Os chefes de Estado dos Estados Unidos e do Irão assinaram um memorando preliminar que marca o início de um período de negociações de 60 dias. O acordo visa encerrar a guerra desencadeada por ataques norte‑americanos e israelitas ao Irão no final de fevereiro. A assinatura ocorreu de forma eletrónica, não havendo cerimônia física.
Segundo o porta‑voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, o texto foi finalizado com as assinaturas dos presidents, e o tempo de implementação começa já. Baghaei explicou que as negociações deverão abordar temas complexos, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano.
Fonte da Casa Branca confirmou à agência France-Presse que Donald Trump assinou o memorando, após o confronto público de informações com o presidente francês. A cerimônia prevista para Genebra, na Suíça, foi suspensa com a assinatura eletrónica.
Desdobramentos e próximos passos
O memorando entra em vigor dois dias antes do previsto, abrindo caminho a negociações entre Washington e Teerão sobre um acordo final. Não está confirmada, para já, a realização de encontros entre representantes dos dois países nesta semana.
O porta‑voz iraniano reiterou que, no plano do Irão, o acordo vincula também Israel e o Hezbollah, destacando que ataques israelitas serão avaliados no âmbito do pacto. As negociações visam consolidar uma resolução definitiva sob a égide das Nações Unidas.
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