- Ibex 35 bateu novo máximo histórico acima dos 19.000 pontos, atingindo 19.122 pontos, com subida de cerca de 10% no ano.
- Acordo entre os Estados Unidos e o Irão prevê a reabertura do estreito de Ormuz, abrindo caminho ao comércio mundial e provocando queda do petróleo Brent antes da abertura da sessão.
- A diminuição da tensão geopolítica é encarada como suporte à estabilidade macroeconómica global, com impacto positivo nos mercados.
- No Ibex 35, bancos lideram ganhos: Banco Santander (+3,48%), BBVA (+3,14%), Caixabank (+1,18%); entre as grandes empresas, Inditex subiu (+2,07%), Iberdrola (+0,30%) e Telefónica (+0,68%).
- Outras bolsas europeias seguem a tendência de valorização, com Dax, CAC 40 e Euro Stoxx 50 a abrir em alta.
O Ibex 35 atingiu um novo máximo histórico acima dos 19.000 pontos, fixando-se nos 19.122, após o anúncio de um acordo entre a Administração dos EUA e o Irão. O objetivo é pôr fim à escalada bélica no Médio Oriente, o que também levou a uma descompressão nos preços do petróleo. O dia abriu com otimismo generalizado nas bolsas europeias.
O acordo entre Estados Unidos e Irão ficou a contribuir para a abertura imediata do estreito de Ormuz, uma via crucial do comércio mundial. A reabertura deve facilitar o fluxo de petróleo, reduzindo tensões e ajudando a estabilizar cadeias de abastecimento.
O Ibex 35 sobe cerca de 10% no ano, com ganhos impulsionados pela banca e por grandes empresas espanholas. Entre os destaques, a Inditex, a IAG e a Meliá Hotels registaram subidas significativas na sessão de hoje.
Banca e setores expostos a custos de energia também acompanharam a subida. O BBVA avançou 3,14%, o Santander subiu 3,48% e a Caixabank aumentou 1,18%, refletindo o apetite pelo risco e a redução do ambiente de incerteza macroeconómica.
Outros sectores, como indústria, consumo, telecomunicações e energia, também beneficiaram do alívio nas margens. A Iberdrola ganhou 0,30% e a Telefónica subiu 0,68% na abertura, enquanto a Inditex avançou 2,07%.
Perspetivas europeias
O dia estendeu-se a nível europeu com o Dax, o CAC 40 e o Euro Stoxx 50 a registarem ganhos, refletindo o mesmo impulso de recuperação após o acordo. Analistas apontam que a saída de um cenário de conflito pode sustentar o crescimento global na segunda metade do ano.
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