- A Comissão Europeia alerta que o controlo de exportação dos modelos Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic não deve discriminar utilizadores, incluindo europeus.
- A diretiva do governo dos Estados Unidos proíbe cidadãos estrangeiros de utilizarem os modelos, obrigando a Anthropic a cortar o acesso fora dos EUA.
- A UE destaca que modelos de última geração podem beneficiar a ciberdefesa, mas também levantam riscos de cibersegurança que precisam de resposta conjunta.
- O porta-voz da Comissão, Thomas Regnier, reforça que as medidas não devem ser discriminatórias e que a Europa precisa de reforçar a soberania tecnológica.
- O presidente executivo da Anthropic, Dario Amodei, participa num almoço de trabalho do G7 com líderes de IA.
Na Europa, a Comissão Europeia está a analisar o impacto das novas regras de exportação impostas pelos Estados Unidos sobre os modelos de IA da Anthropic, nomeadamente Fable 5 e Mythos 5. Bruxelas teme discriminação e impactos nos utilizadores da UE.
A administração norte-americana ordenou, na última sexta-feira, o corte de acesso a estes modelos para cidadãos estrangeiros, citando motivos de segurança nacional. A Anthropic foi obrigada a restringir o acesso fora dos EUA, incluindo a Europa.
Thomas Regnier, porta-voz para a soberania tecnológica, afirmou que estes modelos são potentes para a ciberdefesa, mas levantam riscos de cibersegurança. A Europa defende que decisões assim não devem excluir parceiros.
Reação da UE
Regnier acrescentou que o tema é um desafio partilhado e não fica limitado a uma única jurisdição. A Comissão indica que está a avaliar as consequências práticas para utilizadores europeus e a considerar o reforço da soberania tecnológica.
A Comissão lembra que as regras da UE em matéria de cibersegurança e IA podem ajudar o bloco a gerir riscos segundo os seus próprios termos. A avaliação acontece num contexto de maior autonomia tecnológica.
Contexto e próximos passos
O diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, participa numa reunião com líderes do G7 para debater estratégias de IA. A ofensiva regulatória externa coloca a empresa a observar impactos em mercados globais, incluindo a UE.
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