- A gorda, adaptação do livro de Isabela Figueiredo, chega ao Teatro Maria Matos com Maria Rueff, dramaturgia de Marta Dias e encenação de Sofia de Portugal.
- A personagem Maria Luísa, professora, perdeu quarenta quilos numa cirurgia, mas continua a sentir-se gorda, partindo para memórias da infância, do bullying e das relações familiares.
- O enredo situa-se no Portugal pós-25 de Abril e aborda identidade, traumas psicológicos e a influência do olhar dos outros.
- Maria Rueff destaca a importância de aceitar a diferença e questionar os padrões de beleza, convidando à aceitação de quem somos.
- A produção aposta numa digressão futura, com intenção de levar o espetáculo ao Porto e a outras zonas do país.
A peça A gorda chega ao Teatro Maria Matos para levar à cena a adaptação do livro homónimo de Isabela Figueiredo. O monólogo é protagonizado por Maria Rueff, com dramaturgia de Marta Dias e encenação de Sofia de Portugal. A encenação observa o período de 15 a 24 de junho e de 13 a 22 de julho, em Lisboa, explorando a vida de Maria Luísa, uma professora que, apesar de ter perdido 40 quilos numa cirurgia, continua a sentir-se gorda.
A narrativa alterna memórias com reflexões sobre identidade, traumas psicológicos e o peso do olhar alheio, sob o pano de fundo do Portugal pós-25 de Abril. O texto propõe questionar padrões de beleza e a aceitação da diferença, enfatizando a importância de reconhecer a própria singularidade sem filtros externos.
Maria Rueff descreve o projeto como uma oportunidade de abordar a autoestima e a luta pela aceitação da diferença, destacando a relevância de viver sem depender de validações exteriores. A atriz aponta que a obra se debruça sobre fraturas emocionais e a libertação do julgamento social ao longo da narrativa.
A interpretação de Maria Luísa oscila entre passado e presente, com a narradora a guiar a audiência pela própria história. O elenco salienta que o espetáculo incentiva a aceitação do corpo real e a necessidade de uma visão mais humana sobre o corpo, especialmente para as mulheres.
A ligação criativa entre a atriz, a encenadora Sofia de Portugal e Marta Dias foi determinante para o processo. O trio manteve um diálogo próximo com Isabela Figueiredo para preservar o olhar atento sobre o tema, mantendo o humor e a sensibilidade presentes no texto.
O impacto inicial da produção em Alverca motivou a deslocação para Lisboa, com perspectivas de digressão ao Porto e ao resto do país. A equipa aponta que o objetivo é levar o espetáculo a mais públicos, mantendo a qualidade e a força da narrativa.
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