- Os Estados Unidos afirmaram que “terminaram a guerra com o Irão” e que chegou a um “grande acordo” com Teerão, pronto para ser assinado no domingo em país europeu.
- Donald Trump disse que existe um compromisso de Teerão de “nunca ter uma arma nuclear”, o que ele disse representar 95% do acordo, sem detalhar os termos.
- A imprensa oficial iraniana afirma que o programa nuclear será discutido com Washington dentro de 60 dias, e que o Irão não fará cedências quanto ao urânio enriquecido.
- A IRNA (agência oficial iraniana) aponta que o Irão só negociará o programa nuclear dentro dos princípios da República Islâmica, incluindo o direito de enriquecer urânio.
- Sobre o estreito de Ormuz, o Irão não se compromete a ceder a gestão nem a restaurar as condições anteriores à agressão, e a questão do Líbano permanece sem resolução, com Israel a manter as tropas no sul do país.
Donald Trump anuncia o fim das hostilidades entre EUA e Irão, afirmando ter chegado a um grande acordo. O anúncio ocorreu num comício virtual de apoio ao candidato a governador da Geórgia, sem revelar os termos do memorando. A data de assinatura pode ocorrer já neste domingo, num país europeu.
Segundo Trump, o acordo implica o Irão comprometer-se a nunca possuir arma nuclear, o que o presidente descreveu como 95% do entendimento. O teor completo do memorando não foi tornado público durante o evento.
A imprensa iraniana indicou que o programa nuclear será discutido com Washington dentro de 60 dias, destacando que Teerão não fará cedências quanto ao urânio enriquecido. A agência IRNA sublinhou que o Irão manterá questões centrais na negociação.
Relativamente ao estreito de Ormuz, Trump prometeu desbloquear a gestão assim que o acordo for assinado, mas a IRNA afirmou que o Irão não assumirá compromissos nesta matéria de ceder controlo ou restaurar condições anteriores.
Quanto ao Líbano, persiste a divergência: o Irão exige o fim imediato das hostilidades e a retirada das tropas israelitas do Sul, enquanto Israel não parece disposto a cerrar o cerco. A situação continua sem resolução clara.
As declarações de Trump geraram troca de palavras com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e não há garantias de que a assinatura encerre todas as questões regionais em aberto. Fontes oficiais citadas não detalharam o acordo. Fonte: agências internacionais.
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