- O Relatório Europeu sobre Drogas 2026, apresentado pela Agência da União Europeia sobre Drogas, aponta que o tráfico de droga tem impacto na segurança da Europa e que a violência associada continua preocupante.
- O documento sublinha a exploração e recrutamento de jovens vulneráveis por grupos criminosos para o tráfico de drogas, bem como atos de violência relacionados.
- As redes de tráfico diversificaram as rotas após reforços policiais nos portos, recorrendo a portos menores, transferências no mar com lanchas rápidas, semissubmersíveis, drones e técnicas de dissimulação.
- Estas estratégias dificultam a deteção pelas autoridades e aumentam as exigências às forças de segurança e à autoridade aduaneira.
- Em Portugal, o recrutamento de jovens ocorre principalmente para vigia e transporte de droga, com violência entre grupos criminosos a aumentar; não há recrutamento para ações de violência, segundo a fonte consultada. Um exemplo citado é o caso do militar da GNR morto após uma colisão com uma lancha rápida.
A Agência da União Europeia sobre Drogas apresentou, nesta terça-feira, o Relatório Europeu sobre Drogas 2026: Tendências e Evoluções. O documento aponta que o tráfico de droga continua a representar um risco para a segurança europeia e que a violência associada persiste como preocupação central.
O relatório destaca que redes criminosas têm explorado jovens vulneráveis para atividades ligadas ao tráfico. A atuação abrange desde tarefas básicas até o envolvimento em operações de distribuição, com escalada de violência em alguns contextos.
Segundo a análise, as redes de tráfico adaptam-se aos reforços policiais. Após o aumento de ações nos principais portos, os criminosos diversificam rotas, recorrendo a portos menores, transferências marítimas rápidas, semissubmersíveis, drones e dissimulação sofisticada.
A investigação portuguesa indica que Portugal não está imune à evolução da criminalidade transnacional, embora o recrutamento de jovens em território nacional se concentre em tarefas de rua, como vigia e transporte de droga para pontos de venda.
A mesma fonte sublinha que, no nosso país, a violência tende a ocorrer entre grupos criminosos rivais, visando controlo de território, e não contra a polícia. O fenómeno é descrito como crescente, com referências a incidentes de maior gravidade.
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