- Portugueses perdem, em média, mais de 800 euros por burlas que recorrem à inteligência artificial para imitar marcas, vozes familiares e relações pessoais.
- A média global de perda é de 675 euros por vítima; o WhatsApp é a principal plataforma usada nas burlas em Portugal (56,57%), seguido de SMS (49,4%) e Facebook (17,5%).
- 52% das vítimas entregaram dinheiro ou dados pessoais em menos de 30 minutos; 14% fizeram-no em menos de cinco minutos.
- 45,4% das perdas ficaram abaixo de 125 euros, mas mais de 18% superaram 1.245 euros.
- 28% das vítimas afirmam ter sido alvo de fraude três ou mais vezes nos últimos seis meses; a IA aumenta a sofisticação dos golpes, segundo o investigador Marc Rivero.
O estudo da empresa de cibersegurança Kaspersky revela que os burlões, agora potenciados pela inteligência artificial, estão a imitar marcas, vozes familiares e relações pessoais para enganar as vítimas. Em Portugal, as burlas em aplicações de mensagens assumem contornos cada vez mais sofisticados.
Os dados apontam que o WhatsApp é a principal plataforma utilizada nas burlas em Portugal, com 56,57% das ocorrências, seguido do SMS (49,4%) e do Facebook (17,5%). A cronologia das ações mostra também que muitos burladores operam rapidamente, recorrendo a métodos de persuasão eficazes.
Resposta rápida e impacto financeiro
52% das vítimas portuguesas entraram dinheiro ou dados pessoais em menos de 30 minutos, e 14% fizeram-no em menos de cinco minutos. No que toca aos montantes, 45,4% das perdas foram inferiores a 125 euros, mas 18% superaram os 1 245 euros.
28% das vítimas indicam ter sido alvo de fraude três ou mais vezes nos últimos seis meses, evidenciando um padrão de reincidência com frequência crescente. Marc Rivero, da Kaspersky, sublinha que a IA facilita a imitação de marcas e de relações pessoais, tornando a proteção tradicional menos eficaz.
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