- Nuno Ricardo Santos, conhecido como “Uber da Droga”, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão efetiva por tráfico de droga, com base em escutas apresentadas em tribunal.
- A detenção ocorreu no final de 2024 após mais de um ano de investigação, e envolve uma rede de fornecedores que incluía figuras públicas e profissionais de várias áreas na zona de Lisboa.
- Entre os verificados nos interceptos estavam o ator José Carlos Pereira, a concorrente do Big Brother Marta Gil e o judoca Jorge Fonseca; o tribunal considerou-os parte da rede de clientes.
- O coletivo de juízes presidido por Rui Alves indicou que a rede também incluía Leonel Nhaga, a mãe de Nuno Ricardo Santos e a mulher dele; Nhaga teve pena suspensa e a mulher foi absolvida por falta de provas.
- Em casa de Santos foram encontrados na altura da detenção 334 comprimidos de MDMA, cocaína, cetamina, 60 selos de LSD e uma balança de precisão; o arguido alegou que não traficava por dinheiro, mas por reconhecimento social.
O que aconteceu: o homem conhecido como o “Uber da Droga” foi condenado a uma pena de cinco anos e seis meses de prisão efetiva por tráfico de drogas. A detenção ocorreu no final de 2024, após mais de um ano de investigação pela Polícia de Segurança Pública (PSP).
Quem está envolvido: Nuno Ricardo Santos é o principal arguido. No processo aparecem nomes de figuras públicas ligadas a reality shows, incluindo o ator José Carlos Pereira, Marta Gil e o judoca Jorge Fonseca. As escutas que embasaram o acórdão apontam para uma rede de tráfico ligada a este grupo.
Quando e onde aconteceu: a operação resultou numa condenação recente, com o julgamento a decorrer em Portugal. O acórdão foi proferido por um colectivo de juízes presidido por Rui Alves, com base em diligências que envolveram interceptações telefónicas. A casa de Santos, na Ericeira, foi também alvo de buscas durante a investigação.
Porquê: o tribunal considerou que Nuno Ricardo Santos traficava drogas não apenas com fins financeiros, mas também para manter um estatuto junto de pares e amigos, incluindo figuras mediáticas. O grupo abrangia Leonel Nhaga, braço direito do chefe, a mãe Lucinda Santos e a mulher, esta última absolvida por falta de provas.
Rede de clientes e ligações
Entre os clientes identificados estavam participantes de reality shows como Big Brother e Casados à Primeira Vista, além de funcionários da TAP, empresários e profissionais de TI. O tribunal descreveu uma rede extensa, com ligações a várias profissões, incluindo médicos e engenheiros informáticos especializados em IA.
Absolvição da mulher de Santos
A esposa de Nuno Ricardo Santos foi absolvida, apesar de a acusação ter indicado coincidências na lista de clientes, incluindo comissários de bordo da TAP e pessoal técnico da empresa. O julgamento indicou que não houve provas suficientes contra esta arguida.
Passado do arguido
Nuno Ricardo Santos ficou conhecido por ter matado o próprio pai aos 17 anos, em circunstâncias que alegadamente ocorreram em defesa da mãe. Na altura, foi condenado a um ano de prisão, terminando a pena em circunstâncias que permitiram reconstruir a vida, incluindo desporto, trabalho no estrangeiro e retorno a Portugal.
Conservação de substâncias e provas
Durante a operação, a residência do arguido continha 334 comprimidos de MDMA, 2C-B, cocaína, cetamina, quase 60 selos de LSD e uma balança de precisão. O tribunal distinguia que a atividade não era apenas financeira, mas proposital para manter o estatuto social.
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