- França e Alemanha decidiram cancelar o projecto conjunto para um avião de caça de sexta geração, anunciou a Reuters citando fontes do governo alemão.
- O acordo visava um programa de cerca de 100 mil milhões de euros e envolvia o consórcio entre Airbus e Dassault Aviation, com foco num caça apoiado por drones.
- As divergências entre as empresas e dúvidas de Berlim sobre a pertinência do projecto foram os principais fatores que levaram ao fim do esforço, após meses de impasse.
- A componente de drones do projecto deverá manter-se ativa e manter o nome FCAS (Sistema de Combate Aéreo Futuro), segundo as mesmas fontes.
- O anúncio surge após contactos entre o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, na cimeira UE-Balcãs Ocidentais realizada no Montenegro.
Os líderes da França e da Alemanha acordaram cancelar o projecto conjunto para o desenvolvimento de um caça de sexta geração, segundo fontes da Seehofer—perdão, da chanceleria alemã citadas pela Reuters. A decisão põe fim a um dos programas de defesa mais ambiciosos da Europa. O valor estimado do projecto ronda os 100 mil milhões de euros.
O anúncio surge após meses de impasse entre os principais parceiros industriais, Airbus e Dassault Aviation, sobre controlo do programa e especificações técnicas. A divergência manteve o projecto estagnado à margem de uma cimeira UE-Balcãs Ocidentais, no Montenegro, na semana passada.
A proposta previa um caça apoiado por drones, com componentes que poderiam manter-se mesmo após o cancelamento do desenvolvimento da aeronave tripulada. Fontes apontam que o nome Future Combat Air System, FCAS, poderá permanecer como rótulo genérico do conjunto, sem relação direta com o avião específico.
Quem está envolvido
Macron e Merz discutiram a viabilidade do FCAS durante a reunião, sem perspetivas de romper o impasse. O programa envolve os principais parceiros industriais europeus, a Airbus (com participação germano-francesa) e a Dassault Aviation, bem como fornecedores de componentes avançados. O cancelamento não afecta exclusivamente o projecto de aeronave.
Apesar do abandono do caça, mantém-se a componente de drones associada ao FCAS, cuja continuidade já foi indicada por fontes próximas. A decisão evidencia as dificuldades da Europa em reconstruir capacidades militares após décadas de subinvestimento.
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