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Polícia filmada a agredir pai e filho suspensa por 200 dias

Onze anos depois de filmado agredir pai e filho junto ao Estádio D. Afonso Henriques, o subcomissário Filipe Silva fica suspenso por 200 dias

Subcomissário da PSP Filipe Silva fotografado, em 2018, no Tribunal de Guimarães
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  • O Tribunal Central Administrativo Norte (TCAN) decidiu suspender o subcomissário Filipe Silva por 200 dias, após recurso do polícia.
  • Os factos remontam a 17 de maio de 2015, após o final de um jogo entre Vitória Sport Clube e Sport Lisboa e Benfica, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
  • O agente desferiu dois socos num adepto de 73 anos e duas bastonadas e uma joelhada noutro, de 42.
  • Dois menores, netos e filhos das vítimas, assistiram à agressão, que ficou filmada e gerou indignação pública pela sua desproporcionalidade.
  • A decisão foi tomada recentemente pelo TCAN ao apreciar o recurso apresentado pelo polícia.

O subcomissário da PSP Filipe Silva foi suspenso por 200 dias. A decisão foi tomada pelo Tribunal Central Administrativo Norte (TCAN) ao apreciar o recurso interposto pelo polícia. O caso envolve agressões a dois adeptos do Benfica, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, ocorridas há quase uma década.

Os factos remontam a 17 de maio de 2015, após o final de um jogo entre Vitória SC e Benfica. O agente desferiu dois socos a um adepto de 73 anos, e duas bastonadas e uma joelhada a outro, de 42. Dois menores, netos das vítimas, testemunharam o sucedido, que foi filmado por um canal de televisão.

A filmagem provocou indignação pública pela aparente desproporcionalidade da atuação policial contra adeptos que não resistiam. A decisão do TCAN determina a suspensão como sanção disciplinar, após o recurso apresentado pela defesa do agente.

Decisão do TCAN

O tribunal manteve a sanção de 200 dias de suspensão, mantendo a actuação disciplinar como adequada ao caso. A sentença foi proferida após análise do material de arquivo e de elementos de prova apresentados pelas autoridades competentes. A decisão não envolve outros agentes ou circunstâncias adicionais.

Segundo o TCAN, a conduta do subcomissário foi passível de reprovação disciplinar, independentemente de desfechos judiciais de natureza penal. O órgão destaca a necessidade de conduta proporcional por parte de forças de segurança em eventos desportivos.

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