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Marjane Satrapi, autora franco-iraniana, falece aos 56 anos

Autora franco-iraniana Marjane Satrapi morre em Paris aos 56 anos, de tristeza, pouco mais de um ano após a morte do marido Mattias Ripa

Marjane Satrapi, autora franco-iraniana
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  • A autora franco-iraniana Marjane Satrapi morreu em Paris aos 56 anos, segundo a família, em causa de tristeza.
  • Falecida pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, que ocorreu em 8 de abril de 2025.
  • Satrapi ficou mundialmente conhecida pela obra autobiográfica Persepolis e pela adaptação cinematográfica, realizada em 2007.
  • Foi premiada no Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême em 2001 e, em 2005, venceu o Prémio de Melhor Álbum pela obra Frango com Ameixas.
  • Em 2025 recusou a Legião de Honra para denunciar a postura de França face ao Irão, afirmando que ama o país.

Marjane Satrapi, autora franco-iraniana reconhecida pela obra autobiográfica Persepolis, morreu em Paris aos 56 anos. A confirmação partiu da família, que descreveu a causa como decorrente de tristeza, pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa.

A escritora faleceu numa quinta-feira, em Paris. Ripa morreu a 8 de abril de 2025. Satrapi publicou várias mensagens na sua conta de Instagram a falar da dor da perda e do fim da relação de grande ligação afetiva.

Naturalizada francesa em 2006, Satrapi viveu em França desde 1994. A obra Persepolis (em vários países, incluindo PT-PT) tornou-a famosa pelo retrato da infância sob o regime islâmico após a Revolução de 1979, que a levou ao exílio europeu.

Carreira

Satrapi ganhou notoriedade internacional com Persepolis, publicada em várias línguas. A saga foi adaptada a filme em 2007, co-dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud, que recebeu o Prémio do Júri em Cannes.

A autora também foi premiada em Angoulême, em 2001, pela primeira edição de Persepolis, e em 2005 pelo álbum Frango com Ameixas, recebendo o prêmio de Melhor Álbum.

Dedições e posicionamento público

Além do êxito artístico, Satrapi manteve atuação pública crítica sobre a República Islâmica do Irão. Em 2025, recusou a Legião de Honra francesa como protesto contra a posição da França em relação ao Irão, justificando o gesto como uma expressão de amor ao país.

A obra de Satrapi consolidou-se como referência na banda desenhada autobiográfica, com impactos no cinema e na cultura franco-iraniana. A cidade de Persépolis ficou associada ao legado histórico e literário da autora.

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