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Governo quer ampliar crime de tráfico de pessoas a casamento forçado e adoção

Governo propõe ampliar o tráfico de pessoas para gestação de substituição, casamento forçado e adoção ilegal; migrantes agrícolas ficam mais expostos e as vítimas não serão punidas pela exploração

Do total de vítimas identificadas, 32 são do sexo feminino e 216 do sexo masculino
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  • O Governo propõe alargar o crime de tráfico de seres humanos à exploração da gestação de substituição, do casamento forçado e da adoção ilegal.
  • A proposta, entregue no Parlamento nesta semana, será discutida pelos deputados.
  • A medida prevê que as vítimas não sejam punidas por crimes que tenham sido obrigadas a cometer durante a exploração.
  • O objetivo é ampliar a proteção a pessoas vítimas de tráfico, incluindo novas formas de exploração.
  • O Governo aponta que migrantes a trabalhar na agricultura enfrentam maior risco de serem alvo de tráfico.

O Governo apresentou uma proposta de lei no Parlamento nesta semana para ampliar o crime de tráfico de pessoas. A medida inclui a exploração da gestação de substituição, o casamento forçado e a adoção ilegal, com o objetivo de responsabilizar estas práticas e proteger as vítimas.

Segundo o texto, as vítimas não serão punidas por crimes que tenham sido obrigadas a cometer durante a exploração. A salvaguarda pretende evitar que pessoas estejam a ser penalizadas por ações ocorridas no contexto do tráfico de seres humanos.

O Governo sublinha ainda que migrantes a trabalhar na agricultura estão entre os mais vulneráveis a estas formas de exploração, o que aumenta a necessidade de proteção específica.

Medidas propostas

O diploma prevê o alargamento do crime para incluir gestação de substituição, casamento forçado e adoção ilegal, aumentando as opções de acusação e punição a quem facilitar estas práticas.

O processo legislativo avança, com a discussão prevista no Parlamento, onde os deputados poderão propor alterações ao texto.

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