- O filme Dois Procuradores, de Sergei Loznitsa, é apresentado como uma peça que mostra que nada mudou na Rússia num século, através de um procurador preso na burocracia estalinista e da vida do ator principal, Kuznetsov.
- Aleksandr Kuznetsov, nascido em 1992 em Sevastopol, acompanhou esta semana a estreia do filme nas salas e viveu em Lisboa durante algum tempo.
- A entrevista ocorre em Lisboa, onde a temperatura chega aos 33 graus, contrastando com o gelo de Bryansk em 1937, cenário da personagem de Kuznetsov no filme.
- Kuznetsov afirma a importância de conhecer a “alma russa” para trabalhar com Loznitsa, dizendo que o elenco está habituado a guerra, exílio e luta contra o sistema, algo que descreve como parte do seu ADN.
Dois Procuradores, uma ficção de Sergei Loznitsa, chega às salas nesta semana. O filme explora o mito da Rússia eterna e, na entrevista, revela que para o realizador pouco mudou ao longo de um século. O filme conta com a participação de Aleksandr Kuznetsov, ator nascido após a perestroika.
Kuznetsov, natural de Sevastopol em 1992, compara as realidades entre o passado retratado no filme, situado na Bryansk de 1937, e o presente. O ator russo-ucraniano acompanhou a estreia em Lisboa, onde viveu durante parte da sua formação artística e onde participou na promoção do filme.
O intérprete destaca a importância de compreender a “alma russa” para o desempenho do projeto de Loznitsa. Segundo Kuznetsov, a presença de atores com experiência de guerra, exílio e confronto com o sistema faz parte da identidade de muitos no país, o que facilita a construção de personagens desafiantes para o cinema de Loznitsa.
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