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Seis navios afundados pelos piratas das Caraíbas encontrados nas Bahamas

Seis navios da era dourada da pirataria, encontrados nas Bahamas, revelam canhões e artefactos, com incerteza sobre as causas do afundamento

Entre os artefactos encontrados estão canhões de ferro, uma pedra de afiar para espadas e sabres e várias balas de mosquete
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  • Seis navios afundados, descritos como os “verdadeiros piratas das Caraíbas”, foram encontrados nas Bahamas e anunciados no site Wreck Watch Magazine.
  • A descoberta ocorreu com uma permissão inédita do governo das Bahamas, relacionada a restos de naufrágios da era dourada da pirataria.
  • Entre os artefactos encontrados estão canhões de ferro, uma pedra de afi ar para espadas e balas de mosquete, indicativos de saque pirata, embora não haja destroços completos.
  • A explicação dada é que os piratas queimavam navios saqueados para esconder as provas, dificultando a recolha de evidências.
  • O único navio identificado com certeza não é espanhol, mas inglês, um cargueiro londrino de cerca de 1740; restos incluem garrafas de vinho, cachimbos, mapas e documentos, sugerindo Nassau ter virado porto comercial após 1703.

Seis navios, classificados como parte da “era dourada da pirataria”, foram encontrados nas Bahamas pela equipe do Wreck Watch. A descoberta foi anunciada no site wreckwatchmag, dedicado à busca de tesouros subaquáticos. A notícia foi publicada à divulgação internacional pela agência Efe.

Segundo a Wreck Watch, os navios remontam a um período entre o final do século XVII e o início do século XVIII, quando Nassau, em New Providence, funcionava como base de piratas notórios. Entre eles destacam-se nomes que se tornaram famosos na literatura e na história marítima.

A descoberta ocorreu graças a uma permissão governamental das Bahamas, inédita até agora, que permitiu explorar áreas protegidas. Os artefactos encontrados incluem canhões de ferro, uma pedra de afiamento de espadas, sabres e balas de mosquete, indicativos da violência a bordo.

Michael Pateman, codiretor do projeto, explicou que os piratas queimavam navios saqueados para ocultar provas do crime, prática comum na época. Kingsley, fundador da Wreck Watch, recordou que Nassau era considerado refúgio de piratas, mesmo após acordos entre Espanha e Inglaterra.

Entre os destroços, o navio mais bem identificado não é espanhol, mas inglês: um cargueiro londrino datado de cerca de 1740. Os restos incluem garrafas de vinho, cachimbos, mapas e documentos que sugerem que Nassau se tornou, após 1703, apenas um porto comercial.

A expedição ainda não revelou todos os segredos dos naufrágios, e permanece incerta a causa de alguns afundamentos. Não se sabe se houve responsáveis adicionais por ataques ou se as avarias ocorreram por causas naturais ou climáticas.

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