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Plano de Restauro da Natureza prevê 500 milhões por ano até 2030

Plano Nacional de Restauro da Natureza estabelece investimento anual de 500 milhões de euros até 2030 e plantação de 3 milhões de árvores por ano

O restauro da biodiversidade das zonas húmidas é uma das prioridades do PNRN
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  • Portugal vai investir, em média, 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza até 2030, com mais de quatrocentas medidas no Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN).
  • O plano, coordenado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), abrange ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais.
  • Compromisso de plantar três milhões de árvores por ano até 2030, com rastreio através do Plantómetro; será criada uma rede de viveiros, incluindo municipais e privados.
  • Existem 260 quilómetros quadrados de ecossistemas a restaurar em áreas terrestres, costeiras e de água doce; espera-se restabelecer habitats entre 44 e 75 quilómetros quadrados até 2030.
  • Medidas para cidades mais verdes com o programa Pro Nat.Urbe; Pro-Rios já em curso, com 12 milhões de euros para 2027-2028 em zonas de conservação; notícia segue para consulta pública e submissão à Comissão Europeia em agosto de 2026.

Portugal apresentou o Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), que prevê investir até 2030 cerca de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza. O documento aponta mais de 400 medidas para ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais.

O PNRN é coordenado pelo ICNF e contou com o apoio da Rede de Conhecimento para o Restauro da Natureza, com mais de 200 investigadores. O objetivo é restituir funções ecológicas e orientar políticas públicas.

Além de reforçar a monitorização, o plano define metas como plantar 3 milhões de árvores por ano até 2030, com rastreio via Plantómetro, e duplicar a capacidade dos viveiros estatais.

Ecossistemas em foco

Nos ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce, propõe-se restaurar 260 km², equivalente a 0,3% do território, e reativar habitats entre 44 e 75 km² até 2030. Zonas húmidas, fluviais e costeiras aparecem entre as prioridades.

Nos ecossistemas marinhos, identifica lacunas de conhecimento e planeia mapeamento nacional até 2035, associando restauro a cartografia e amostragem. A ministra Maria da Graça Carvalho lançou o programa Re:Nature 2000 para ZEC, com 12 milhões de euros em 2027-2028.

Cidades e gestão territorial

Nos espaços urbanos, o objetivo é evitar perdas líquidas de verdes até 2030 e começar a crescer a partir de 2031, com ações em parques, fachadas e arborização. O programa Pro Nat.Urbe tem 100 milhões de euros para cidades-piloto.

O Pro-Rios já está a recuperar 1500 km de linhas de água até 2030, removendo barreiras. O balanço aponta 15.584 barreiras em Portugal Continental, com 15.019 transversal. Prevê-se aumento de 386 km de rios naturais até 2030.

Restauro agrícola, florestal e de polinizadores

O plano inclui a proteção de polinizadores e um incremento da biodiversidade agrícola, com 2152 espécies registadas. O programa Polinizadores em Acção já recebeu 2 milhões de euros do Fundo Ambiental.

No âmbito florestal, propõem-se 44 mil hectares restaurados até 2030, integrando o PRO-MATAS para requalificação das Matas Nacionais, incluindo a Mata Nacional de Leiria.

Consulta pública e próximo passo

O PNRN continua para consulta pública durante um mês e deverá ser submetido à Comissão Europeia em agosto de 2026. O Governo sublinha que a iniciativa pretende posicionar Portugal na linha da nova política ambiental europeia.

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