Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ONU alerta regresso iminente do El Niño e exige ação climática urgente

ONU alerta para regresso iminente de El Niño, com temperaturas acima da média, fenómenos meteorológicos extremos e impactos na segurança alimentar

Acalma-se o sérvio Novak Djokovic na pausa do jogo da terceira ronda frente ao brasileiro João Fonseca em Roland Garros, em Paris, a 29 de maio de 2026 (AP Photo)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Organização Meteorológica Mundial prevê 80% de probabilidade de formação do El Niño antes de setembro e 90% de que se prolongue até novembro.
  • O fenómeno pode ser pelo menos moderado, com possibilidade de se tornar forte, chegando a “pelo menos” o nível de intensidade moderada segundo os modelos climáticos.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ação climática urgente, dizendo que o El Niño acentuará as alterações climáticas já existentes.
  • Espera-se que, nos próximos três meses, as temperaturas permaneçam acima da média global, com maior probabilidade de choques de chuva intensa e de seca consoante a região.
  • O El Niño anterior (2023–2024) foi um dos cinco mais fortes já registados; projections apontam que 2027 pode tornar-se o ano mais quente de sempre, dependendo da evolução do fenómeno.

Em comunicado conjunto, as Nações Unidas alertaram para o regresso iminente do El Niño, um fenómeno que pode redesenhar o clima global. O alerta chega numa altura em que o mundo enfrenta temperaturas altas e eventos climáticos extremos já observados.

A Organização Meteorológica Mundial prevê uma probabilidade de 80% de formação do El Niño antes de setembro e de 90% de que se estenda até novembro. A WMO enriquece o cenário com a possibilidade de o episódio ser, no mínimo, de intensidade moderada, com riscos de se tornar forte.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreve o fenómeno como um alerta climático urgente, afirmando que as condições atuais “vêm adicionar fogo à fogueira” do aquecimento global e que os impactos poderão ser mais intensos, distantes e transfronteiriros.

Probabilidades, duração e impactos

Nos próximos três meses, as temperaturas vão, segundo a WMO, manter-se acima da média em grande parte do globo. As previsões indicam aumento de episódios de chuva intensa e de seca, conforme as regiões. O ciclo de El Niño tende a durar entre nove e doze meses.

Os padrões climáticos associados costumam incluir chuvas fortes na América do Sul, no sul dos EUA, no Corno de África e na Ásia Central. Em contrapartida, apontam para períodos de seca na América Central, norte da América do Sul, Caraíbas, Austrália, Indonésia e parts do sul da Ásia.

A atividade ciclónica também pode ser afetada: águas quentes do Pacífico alimentam furacões no centro e leste do oceano, podendo dificultar a formação de tempestades na bacia atlântica.

Contexto recente e reações

A Europa Ocidental vive uma vaga de calor atípica em maio, com temperaturas extremas no Reino Unido e na Irlanda. Especialistas indicam que o regresso de El Niño pode acelerar a tendência de aquecimento global até 2027.

Conforme o The Guardian, especialistas ligados à área climática consideram estas previsões como más notícias para a segurança alimentar mundial, num contexto de cadeias de abastecimento sob pressão por alterações climáticas e crises geopolíticas.

Observações finais dos organismos

O fenómeno El Niño repete-se de forma cíclica, com duração média de nove a doze meses, e costuma alterar padrões de precipitação e regimes de temperatura globalmente. A OCWM rejeita o uso do termo “super El Niño” como classificação oficial.

A ONU sublinha que a resposta eficaz passa por ações climáticas firmes: reduzir a dependência de combustíveis fósseis, acelerar a transição para energias renováveis, proteger os mais vulneráveis e reforçar sistemas de alerta precoce para todos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais