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Ministério Público acusa dois GNR de Esposende de reter 7 mil euros em multas

Ministério Público acusa dois militares da GNR de Esposende de se apropriarem de 7.440 euros em coimas, entregando cópias de autos para dar aparência de legalidade

GNR
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  • O Ministério Público acusou dois militares da GNR de Esposende de se apropriarem de 7.440 euros relativos a multas por infrações rodoviárias detetadas em serviço, notícia anunciada nesta terça-feira.
  • Os arguidos, um homem e uma mulher, teriam planeado, pelo menos desde março de 2024, ficar com o dinheiro das coimas, exigindo pagamento imediato em numerário.
  • Em vez de registar as infrações no sistema oficial e entregar integralmente o dinheiro na secretaria, ficavam com o dinheiro para uso próprio e davam cópias dos autos aos condutores para parecer legalidade.
  • A Ministério Público indiciou a apropriação de 4.380 euros em conjunto e 3.060 euros por um dos militares que atuava isoladamente; o valor total é de 7.440 euros.
  • Ao primeiro arguido são imputados 14 crimes de peculato e 14 crimes de abuso de poder, ao segundo 27 de peculato e 27 de abuso de poder; foi requerida a proibição de funções públicas e a perda de vantagens ao Estado correspondentes aos montantes.

O Ministério Público acusou dois militares da GNR de Esposende de se apropriarem indevidamente de 7.440 euros relativos a multas por infrações rodoviárias detetadas no serviço. A acusação foi anunciada esta terça-feira pela Procuradoria-Geral Regional do Porto.

Segundo a nota oficial, os arguidos, um homem e uma mulher, planeavam, pelo menos desde março de 2024, ficar com o dinheiro das coimas. Abordavam condutores que praticavam contraordenações e exigiam pagamento imediato em numerário.

Em vez de registarem as infrações no sistema oficial (SCoT) e entregarem a totalidade dos valores na secretaria, os militares ficavam com o dinheiro para uso próprio. Em muitos casos, entregavam cópias de autos para parecer legal, sem formalizar o processo internamente.

Imputações e crimes

O MP indicia a apropriação conjunta de 4.380 euros pelos dois arguidos e a quantia de 3.060 euros por um deles, atuando de forma isolada. A mulher é acusada de 14 crimes de peculato e 14 de abuso de poder; o homem enfrenta 27 crimes de peculato e 27 de abuso de poder.

Pedidos do Ministério Público

A acusação requer a proibição do exercício de funções públicas aos arguidos. Requer ainda a perda das vantagens a favor do Estado correspondentes aos valores alegadamente apropriados.

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