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Migrantes processam EUA por condições desumanas no maior centro de detenção

Processo coletivo alega condições desumanas no maior centro de detenção de migrantes dos EUA, com relatos de negligência médica, espancamentos e mortes sob custódia

Grupo de migrantes processou os EUA pelas condições desumanas no maior centro de detenção de migrantes do país, localizado na base militar de Fort Bliss, no Texas
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  • Migrantes processam os EUA em Fort Bliss, no Texas, alegando condições desumanas no maior centro de detenção do país.
  • O processo, apresentado pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), envolve quatro detidos que relataram negligência médica grave, espancamentos, confinamento solitário excessivo, alimentação inadequada e condições insalubres.
  • O grupo pede que o caso seja reconhecido como ação coletiva e que as detenção violam o direito constitucional ao devido processo legal.
  • O megacentro, inaugurado em agosto, tem capacidade para até cinco mil detidos e já registou três mortes confirmadas, com uma quarta supostamente ligada à negligência médica.
  • O Governo dos Estados Unidos contesta as acusações, afirmando que nenhuma detenção é abusada ou espancada, e destaca que a saúde e a segurança dos detidos são prioridades. Além disso, entre janeiro e hoje, o país registou número recorde de detenções migratórias e pelo menos dezoito óbitos sob custódia este ano.

O grupo de migrantes apresentou uma ação coletiva contra o Governo dos EUA, alegando condições desumanas no maior centro de detenção de migrantes do país. A queixa foi apresentada na última sexta-feira pela ACLU e envolve relatos de quatro detidos no centro de Fort Bliss, no Texas.

Segundo a ação, os detidos descrevem negligência médica grave, espancamentos, assédio por parte de guardas, confinamento solitário excessivo, alimentação inadequada e condições insalubres. Os autores pretendem que o caso seja reconhecido como processo coletivo em benefício de todos os detidos e que as condições violariam o direito constitucional ao devido processo legal.

Contexto e desdobramentos

O megacentro, inaugurado em agosto numa base militar, utiliza tendas para abrigar até cinco mil pessoas. Registaram-se três mortes confirmadas, além de uma quarta alegadamente associada à negligência médica, conforme relatos da agência Efe.

A acusação descreve ainda agressões físicas a Akari Angye, que sustenta ter sido espancado por exigir falar com um advogado antes de assinar documentos. O processo também evidencia deterioração da saúde de Erik Iván Rodríguez, detido desde janeiro e com histórico de dificuldades respiratórias e mobilidade reduzida.

Contexto institucional

Em resposta, o Governo liderado por Donald Trump afirma que as denúncias são falsas e assegura que nenhum detido sofre abusos ou espancamentos. O Departamento de Segurança Interna destacou que a saúde e a segurança de quem está sob custódia são prioridades.

Dados oficiais indicam aumento do número de detenções de migrantes sob a atual administração, com mais de 73 mil pessoas retidas em janeiro, o valor mais alto desde 2001. Pelo menos 18 mortes em custódia foram registradas neste ano, o maior total em duas décadas.

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