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O futuro das empresas depende da ética e da sustentabilidade

Critérios ESG deixam de ser privilégio das grandes empresas; PMEs ganham contratos e financiamento ao cumprir normas de governança e ética

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  • A Associação Empresarial de Portugal lançou o ciclo “Conversas com o Norte” para debater o impacto dos critérios ESG, com a primeira sessão focada na governação e na ética.
  • Os especialistas apontam que sustentabilidade e governação já deixaram de ser exclusivo das grandes multinacionais; PMEs fornecedoras de grandes empresas precisam cumprir métricas para manter contratos ou obter financiamento.
  • As empresas europeias competem globalmente com blocos económicos menos exigentes em termos ambientais e éticos, tornando a preparação antecipada essencial para não perder competitividade.
  • Helena Gonçalves alertou para o “tsunami” legislativo e destacou ferramentas já obrigatórias em Portugal, como a Lei do Assédio (aplicável a organizações com 7 ou mais trabalhadores) e o Canal de Denúncias (50 ou mais colaboradores).
  • O Grupo Salvador Caetano já utiliza questionários de avaliação e critérios de materialidade com parceiros; se um fornecedor não cumprir, pode haver rescisão ou não contratação.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) lançou o ciclo Conversas com o Norte, um conjunto de debates sobre o impacto dos critérios ESG na atividade empresarial. A primeira sessão enfocou governação e ética, dentro do projeto Novo Rumo a Norte, rumo à sustentabilidade.

Especialistas destacaram que sustentabilidade e governação já não são exclusivas de grandes multinacionais. Mesmo sem obrigação legal, as PMEs fornecedoras de grandes empresas precisam cumprir estas métricas para manter contratos ou facilitar financiamento.

A presidente do painel Helena Gonçalves alertou para o que chamou de tsunami legislativo, mencionando a Lei do Assédio e a obrigatoriedade do Canal de Denúncias para estruturas com 50+ trabalhadores. A referência é que ferramentas já são obrigatórias em Portugal.

Luís Miguel Ribeiro, da AEP, explicou que a prática de mercado já impõe critérios ESG. As empresas europeias competem globalmente com blocos que não exigem tanto, o que reforça a importância de preparação antecipada para evitar desvantagens competitivas.

Sandra Cunha, do Grupo Salvador Caetano, descreveu a implementação prática de avaliações e critérios de materialidade com fornecedores. Caso um parceiro não atinja os padrões, a opção pode ser a rescisão de contrato ou não contratação. A mensagem é de transparência e exigência.

Relevância para PME

A gestão ética e o cumprimento normativo são apresentados como fatores de confiança para clientes, investidores e parceiros. O ciclo evidencia a importância de acompanhar mudanças legais e de adaptar a atuação empresarial.

O público é convidado a assistir ao episódio completo das Conversas com o Norte, para entender como proteger e posicionar as empresas neste novo paradigma.

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