- No ano passado, mais de dois milhões de estrangeiros visitaram a Coreia do Sul para tratamentos estéticos, quase o dobro de 2024 (1,17 milhões).
- Os turistas procuram procedimentos não invasivos, como terapia de luz vermelha, toxina botulínica e lifting facial por ultra-sons, além de novas opções que vão além da rinoplastia e blefaroplastia.
- O aumento de pacientes internacionais já ultrapassa o número de turistas que apenas visitam Seul, segundo o director do departamento de negócios globais de saúde.
- Os tratamentos são mais baratos do que noutros países, com clínicas a vender serviços a preços até um quinto do valor praticado fora; muitas oferecem coordenação multilingue.
- Em Seul existem mais de quinze mil clínicas de cuidados da pele; turistas como Maria Zu costumam combinar vários tratamentos numa única viagem, contribuindo para o crescimento do turismo de beleza.
Do K-pop ao K-glow: tratamentos de beleza impulsionam o novo turismo da Coreia do Sul.
No ano passado, mais de dois milhões de estrangeiros viajaram até Seul para realizar procedimentos estéticos. Os dados indicam que o turismo de beleza já supera o turismo tradicional.
Os visitantes procuram terapias de pele, toxina botulínica e lifting com ultrassom. As clínicas exibem tecnologias avançadas e mostram redução de custos em relação aos seus países de origem.
Maria Zu, cidadã mexicana, visita Seul há oito anos e mantém visitas frequentes. Na última viagem, em abril, passou grande parte do tempo em clínicas, sob supervisão de médicos com aparelhos de laser.
A diretora do departamento de negócios globais de saúde de uma instituição sul-coreana destaca que o fluxo de pacientes internacionais já ultrapassa o de turistas que apenas visitam a cidade. A meta é manter esse ritmo.
Preços, serviços e atratividade
O custo é apontado como fator decisivo: muitos turistas pagam menos por tratamentos de pele na Coreia do Sul, com serviços multilingues disponíveis nas clínicas. A Lienjang, em Gangnam, recebe cerca de 100 pacientes estrangeiros por dia.
A concorrência entre clínicas auxilia a redução de preços e amplia a variedade de opções. O gasto médio por paciente em algumas unidades fica próximo de 570 euros. O território sul-coreano concentra mais de 15 mil clínicas de dermatologia, segundo a associação profissional local.
Contexto e impacto
A Coreia do Sul tem desenvolvido um conjunto de serviços de estética para visitantes de várias faixas etárias, incluindo tratamentos antienvelhecimento. Observa-se tendência de não invasivos, com foco na pele e na tonificação facial.
A expansão do turismo de beleza ocorre num momento em que países vizinhos reforçam a oferta de procedimentos estéticos. As autoridades de saúde esperam manter o crescimento, conciliando qualidade clínica e acessibilidade.
Maria Zu revela um envolvimento crescente com experiências de beleza durante as viagens. A adesão a tendências de K-beauty, impulsionada pelas redes sociais, contribui para o aumento de visitantes interessados em tratamentos estéticos.
Cindy Gu, norte-americana, exemplifica o perfil de viajante que combina turismo com procedimentos não invasivos. A clínica Lienjang reforça a ideia de que a oferta diversificada atrai clientes internacionais.
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