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Líder da IEA diz que aliviar sanções à energia russa seria erro

Birol alerta que aliviar sanções à energia russa seria grave erro; UE enfrenta a maior crise de segurança energética com choque de preços

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia
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  • O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que aliviar sanções à energia russa seria grave erro para a UE.
  • A UE está a considerar medidas para mitigar o choque de preços resultante do fecho do estreito de Ormuz, uma rota importante para o petróleo.
  • A subida estimada do preço do petróleo é de cerca de sessenta e cinco por cento; os preços do gás quase duplicaram.
  • Os EUA prorrogarem por trinta dias uma derrogação às sanções ao petróleo russo transportado por via marítima; o Reino Unido relaxou restrições a combustíveis russos refinados.
  • A AIE avisa que pode haver a maior crise de segurança energética de sempre, com o investimento global em energia estimado em 3,4 biliões de dólares este ano.

A diretora da Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que aliviar sanções à energia russa seria um grave erro. Fatih Birol fez o aviso em entrevista à Euronews, num momento de tensão energética na UE. O alerta surge após a UE considerar medidas para atenuar preços devido à crise no estreito de Ormuz.

A crise no Médio Oriente deixou o petróleo com elevação de preços e o gás com custos mais altos. A UE já viu o custo energético disparar, mesmo sem revogar sanções à energia russa. O setor europeu mantém a posição de não flexibilizar essas sanções, direta ou indiretamente.

Birol disse que retornar à dependência da Rússia seria repetir falhas do passado. O relatório da AIE divulgado recentemente aponta para a maior crise de segurança energética de sempre. O diretor enfatizou opções mais seguras para diversificar fontes e reduzir vulnerabilidades.

Contexto económico

A UE analisa medidas para aliviar o choque de preços sem facilitar o financiamento russo. Nos EUA, o governo estendeu por 30 dias uma derrogação às sanções sobre petróleo russo transportado por via marítima. O Reino Unido afrouxou restrições para alguns combustíveis russos, sem reverter o núcleo das sanções.

Os reguladores europeus reiteraram que qualquer volta a facilitar energia russa prolongaria o conflito na Ucrânia. O comissário da Economia, Valdis Dombrovskis, reiterou o posicionamento de não permitir derrogações de sanções. A dúvida permanece entre Estados-membros sobre impactos nos preços.

Perspetivas da energia na Europa

A agência ressalta que a crise deve acelerar a diversificação de importações. O relatório World Energy Investment aponta para um investimento global de cerca de 3,4 trilhões de dólares neste ano, com parte significativa a financiar redes, armazenamento e energias de baixa emissão. O setor de petróleo, gás e carvão receberá 1,2 trilhões.

Birol alertou para consequências duradouras para a Europa. A relação entre segurança económica e energética ficou mais evidente desde a crise do gás russo. A posição europeia pode exigir mudanças estratégicas, nomeadamente no aproveitamento de fontes limpas e no papel da energia nuclear na fase de transição.

Nota final

Birol sublinhou a necessidade de decisões claras sobre energia para sustentar a soberania europeia. A discussão sobre eletrificação intensifica-se, com a energia nuclear a ser considerada como parte da transição. A entrevista completa fica disponível em canais da Euronews.

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